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Repositório Angolano de Acesso Aberto – RANAA

Governo 22-05-2026
MESCTI Participa na Cerimónia de Reinício das Obras de Construção da Universidade 11 de Novembro

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, participou, na manhã desta quinta-feira, 21 de Maio, na cerimónia de reinício das obras de construção da Universidade 11 de Novembro, na província de Cabinda.

Na sua intervenção, o Ministro afirmou que “hoje assinalamos o reinício das obras da Universidade Onze de Novembro. Como é do conhecimento de todos, o ensino superior constitui um dos pilares estratégicos do Plano de Desenvolvimento Nacional e da visão do Executivo para a diversificação económica, a inovação e a formação de quadros altamente qualificados”.

Segundo o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, Cabinda, pelo seu potencial humano, económico e geoestratégico, bem como pelo conjunto de investimentos em curso e pelos desafios do futuro, merece uma instituição universitária moderna, funcional e capaz de responder às necessidades reais da província e do país.

Para o Ministro, com as infraestruturas que hoje se reerguem, cria-se um espaço de maior dignidade, ciência, criatividade, empreendedorismo e construção de soluções para os desafios locais aos quais a Universidade Onze de Novembro deve responder, desde a economia azul ao ambiente, da saúde às engenharias e tecnologias, bem como da governação ao desenvolvimento comunitário.

“O concluír das obras deste campus permitirá aumentar a capacidade de acolhimento de estudantes dos actuais 7 mil para 10 mil, havendo ainda espaço para crescimento modular”, afirmou Albano Ferreira. Acrescentou que, com infraestruturas dignas, docentes qualificados, laboratórios equipados e condições de aprendizagem que estimulem a excelência, a juventude encontrará nesta instituição a oportunidade de desenvolver plenamente o seu talento académico, transformando a universidade num verdadeiro motor de desenvolvimento económico, social e cultural.

Segundo o Ministro, o reinício destas obras resulta de um processo de avaliação técnica, reorganização contratual e reprogramação financeira conduzido pelo Executivo, com vista a garantir que esta infraestruturas académica avance com qualidade, previsibilidade e impacto mensurável, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.

O projecto foi submetido a uma análise detalhada de engenharia, conformidade legal e viabilidade orçamental, permitindo corrigir constrangimentos acumulados e estabelecer um novo quadro de execução. De acordo com o Ministro, a iniciativa responde igualmente à exigência de qualidade defendida pelo Presidente da República, João Lourenço, que estabeleceu como uma das prioridades do actual mandato a construção de infraestruturas para o ensino superior, a par de outros programas estruturantes em execução pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Por último, Albano Ferreira agradeceu às equipas técnicas, aos empreiteiros, à fiscalização, ao Governo Provincial de Cabinda, às autoridades locais, à Universidade Onze de Novembro e a todos os que contribuíram para que este momento fosse possível.

“O projecto avança agora com um modelo de acompanhamento técnico que integra o MESCTI, o Governo Provincial, as instituições académicas e as entidades fiscalizadoras. Contudo, o melhor fiscal será sempre a comunidade local”, sublinhou o Ministro.

Por sua vez, a Governadora da Província de Cabinda, Suzana Fernanda Pemba Massiala de Abreu, afirmou, na sua intervenção de boas-vindas, que o reinício desta obra “não representa apenas um acto administrativo ou de engenharia, mas sobretudo um gesto de confiança no futuro e a materialização de um compromisso com milhares de jovens que sonham com uma formação de qualidade e melhores oportunidades de vida”.

Segundo a Governadora Provincial, o Campus Universitário do Caio será um espaço onde o conhecimento se transformará em progresso e onde a juventude encontrará instrumentos para construir o seu próprio destino e contribuir activamente para o desenvolvimento do país.

A Governadora referiu ainda que Cabinda possui enormes potencialidades humanas e económicas, mas que apenas através da educação, da ciência e da qualificação dos recursos humanos será possível converter essas potencialidades em desenvolvimento sustentável, inovação e prosperidade.

Para Suzana Abreu, o momento vivido “é mais do que uma simples cerimónia. É um reencontro com a esperança, com o futuro e com a responsabilidade colectiva de todos nós em garantir que estas obras sejam efectivamente concluídas”. Acrescentou que Cabinda se sente honrada por acolher um acto de grande relevância nacional e reafirma o seu compromisso em continuar a trabalhar na construção de uma província mais moderna, inclusiva e voltada para o conhecimento.

As obras foram apresentadas pelas técnicas Conceição Muculo e Maura Casemiro, do Grupo Soapro, empresa responsável pela fiscalização da empreitada.

Testemunharam a cerimónia, por parte do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Secretário Geral, Adriano Mangovo; o Director do GEPE, Lukonda Bau Nzuzi; a Directora do GTICI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; a Directora Adjunta do Gabinete do Ministro, Alcina Teca Sala; e o Chefe de Protocolo, Acácio de Sousa.

A província de Cabinda esteve representada pela Governadora Suzana de Abreu; pelos Vice-Governadores para o Sector Político e Social, José Cumbo, e para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Juliano Niongue; pelo Magnífico Reitor da Universidade 11 de Novembro, Kianvu Tamo; pelo Presidente do ISCED de Cabinda, Domingos Nzau; além de autoridades provinciais e locais, docentes, estudantes e convidados.

Fonte: MESCTI
Governo 18-05-2026
MESCTI Apresenta AngoREN de Transformação Digital do Ensino Superior em Benguela

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), no âmbito do Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), realizou, na manhã desta quarta-feira, 13 de Maio, numa das salas de conferências do Hotel Flow, na cidade de Ombaka, província de Benguela, o Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior.

O evento visou divulgar o Projecto AngoREN junto da classe executiva do Estado, da comunidade académica e científica, das empresas de telecomunicações e tecnologias, bem como da sociedade em geral. Com esta iniciativa, pretende-se reforçar a relevância estratégica do projecto para o desenvolvimento nacional, promovendo, simultaneamente, a integração de Angola no ecossistema global de investigação e educação.

O discurso de abertura oficial do Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior, na província de Benguela, foi proferido pelo Director Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar Bernardo Tomé da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

Na sua intervenção, o Director Nacional para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva, afirmou:

“É com elevado e profundo sentido de responsabilidade que, em representação do Ministro, intervenho neste evento para manifestar o compromisso deste Departamento Ministerial com a melhoria dos processos e mecanismos inerentes à qualidade do ensino, investigação, ciência, tecnologia e inovação nas Instituições de Ensino Superior (IES) e Instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do País.”

Segundo o Director Nacional, este Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior reveste-se de grande importância pelos resultados que se esperam da sua implementação.

“O mundo atravessa uma transformação impulsionada pelas tecnologias digitais”, afirmou o Director Nacional para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva.

Sublinhou que a AngoREN não é apenas uma rede técnica, mas representa uma plataforma nacional de colaboração científica, de partilha de conhecimento e de integração das instituições angolanas nas redes académicas internacionais. Acrescentou que a rede facilitará o ensino digital, a investigação colaborativa, o alojamento e o acesso a repositórios científicos, os serviços académicos avançados e a inovação.

Ao mesmo tempo, permitirá aproximar as instituições de ensino e investigação das melhores práticas internacionais e reduzir as assimetrias territoriais no acesso ao conhecimento e à ciência. Para além da conectividade, a AngoREN será igualmente uma rede de oportunidades para as futuras gerações.

Segundo Amílcar da Silva, a partilha de experiências internacionais neste evento confirma que as Redes Nacionais de Ensino e Investigação podem transformar profundamente os sistemas de ensino superior, daí a necessidade de aprender com a experiência dos parceiros.

Destacou igualmente a participação das empresas de telecomunicações e tecnologia provedoras de redes de conectividade para o sucesso deste projecto.

Para o Director Nacional, a transformação digital do ensino superior exige uma forte articulação entre o Governo, as IES, as II&D, os operadores de telecomunicações, o sector energético, os parceiros tecnológicos e a comunidade científica. O envolvimento do mercado é fundamental para assegurar a sustentabilidade, a inovação, a qualidade técnica e a expansão da conectividade.

Por último, afirmou que a transformação digital não se resume à tecnologia. Significa melhorar a qualidade do ensino, democratizar o acesso ao conhecimento, reforçar a investigação, aumentar a eficiência institucional e preparar as futuras gerações para os desafios do século XXI.

“Estou convencido de que este evento produzirá resultados concretos e contribuirá decisivamente para acelerar a implementação da AngoREN e a consequente transformação digital do ensino superior.”

Por sua vez, o discurso de boas-vindas foi proferido pelo Gestor Adjunto do Projecto TEST, Roger Mafua, que começou por saudar os participantes neste acto de apresentação da AngoREN, descrita como:

“Uma infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar as instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos, factor decisivo para a melhoria da qualidade do ensino, o incremento da investigação científica e a integração de Angola nas redes internacionais de conhecimento.”

Roger Mafua aproveitou igualmente a ocasião para destacar que o Projecto TEST — Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia — constitui:

“Uma iniciativa estratégica do Governo de Angola, co-financiada pelo Banco Mundial, através do BIRD, com 150 milhões de dólares norte-americanos, e pela Parceria Global para a Educação (GPE), com 50 milhões de dólares.”

Segundo explicou, o projecto visa fortalecer a qualidade e a relevância do ensino superior, especialmente nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), promover a empregabilidade e incentivar a ligação entre as universidades e o sector produtivo, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com o Plano Sectorial do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação 2023-2027.

O evento contou com a apresentação de três painéis. O primeiro, subordinado ao tema “Visão Nacional da Transformação Digital”, foi apresentado pelo engenheiro António Paraíso, consultor do Projecto TEST. Durante a sua abordagem, foram apresentados o diagnóstico de prontidão digital das instituições públicas de ensino superior, a comparação com referências internacionais e o Roteiro Executivo de Transformação Digital.

O segundo painel incidiu sobre a apresentação do Projecto AngoREN, descrito como a infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos. A apresentação esteve a cargo do engenheiro Olindo Matos, membro da Comissão Instaladora da AngoREN.

O terceiro painel, dedicado às experiências internacionais em redes académicas e de investigação, contou com diversas intervenções, nomeadamente sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Brasil, apresentada pelo engenheiro António Nunes, director de serviços da RNP; a experiência da Rede Nacional de Ensino e Investigação da Zâmbia (ZamREN), apresentada por Stein Mkandawire, CEO da ZamREN; a visão global da Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola; a malha de fibra óptica da RNP como backbone estratégico, apresentada pelo engenheiro Eduardo Grizendi, director de operações da RNP; e o EtherNET como suporte dos sistemas académicos e repositórios abertos, apresentado pelo engenheiro Basiliyos Betru, director de operações.

Foi ainda apresentada uma comunicação subordinada ao tema “Governança de uma EREN e o Caso da RNP”, pela Doutora Pilar de Almeida, gerente de contratualização da RNP.

Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Experiências, Desafios e Caminhos para Angola”, moderada pelo Doutor Ngombo Armando, tendo o evento encerrado com uma sessão de engajamento do mercado.

Segundo o engenheiro Olindo Matos, da Comissão Instaladora da AngoREN, na sua apresentação explicou que, numa primeira fase, serão implementados três PoPs (Pontos de Presença) a nível nacional: dois em Luanda e um na província de Benguela.

Segundo explicou, o principal PoP ficará instalado no Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), onde se encontra o Parque Tecnológico Nacional, conectando-se aos outros dois PoPs, localizados no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto, no Camama, e no Instituto Superior Politécnico de Benguela, no município da Catumbela.

O PoP principal do CNIC assegurará a conectividade das instituições de ensino superior localizadas na baixa de Luanda, incluindo instituições das províncias do Bengo, Zaire e Cabinda. O PoP do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto irá conectar instituições de ensino superior e investigação das províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico.

Já o PoP de Benguela garantirá a conectividade das províncias do centro e sul do País, funcionando em regime de redundância, permitindo que, caso um dos pontos apresente falhas, os restantes assegurem a continuidade dos serviços.
Olindo Matos explicou ainda que os PoPs funcionam como mini-centros de dados destinados a garantir a continuidade da conectividade académica e científica.

Nesta primeira fase de implementação do projecto beneficiarão 11 instituições públicas de ensino superior, entre as quais: na província de Luanda, a Universidade Agostinho Neto (UAN), a Universidade de Luanda (UniLuanda) e o Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED); na província do Uíge, a Universidade Kimpa Vita; na província de Benguela, a Universidade Katyavala Bwila (UKB) e o Instituto Superior de Ciências da Educação de Benguela (ISCED-Benguela); na província da Huíla, a Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) e o Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla (ISCED-Huíla); na província do Namibe, a Universidade do Namibe (UNINBE); na província de Malanje, a Universidade Rainha Njinga a Mbande (URMN); e, na província do Huambo, a Universidade José Eduardo dos Santos (UJES).

Participaram neste Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital o Director Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação; membros do Governo da Província de Benguela, com particular realce para o Director Provincial da Educação, Adelino Lopes; o Magnífico Reitor da Universidade Katyavala Bwila, José Calelessa; o Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas; representantes das empresas de telecomunicações e tecnologias de informação; Magníficos Reitores das Instituições de Ensino Superior; Directores Nacionais e equiparados do MESCTI; parceiros internacionais da RNP-Brasil, ZamREN-Zâmbia, EtherNET-Etiópia e Banco Mundial; consultores do Projecto TEST; bem como membros da Comissão Instaladora da AngoREN.

Fonte: MESCTI
Governo 18-05-2026
MESCTI realiza Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), no âmbito do Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), realizou, na manhã desta segunda-feira, 11 de Maio, numa das salas de eventos do Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), o Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior.

O evento visou divulgar o Projecto AngoREN junto da classe Executiva do Estado, da comunidade académica e científica, das empresas de telecomunicações e tecnologias, bem como da sociedade em geral. Com esta iniciativa, pretende-se reforçar a relevância estratégica do projecto para o desenvolvimento nacional, promovendo, simultaneamente, a integração de Angola no ecossistema global de investigação e educação.

O discurso de abertura oficial do Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior foi proferido pela Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

Na sua intervenção, a Secretária de Estado afirmou que o mundo vive uma profunda transformação impulsionada pelas tecnologias digitais e sublinhou que, actualmente, a conectividade académica constitui uma infra-estrutura estratégica para o desenvolvimento científico, tecnológico e económico das nações.

Segundo Alice de Ceita e Almeida, “as instituições de ensino superior que não estiverem interligadas aos ecossistemas digitais globais enfrentarão maiores dificuldades para produzir investigação competitiva, colaborar internacionalmente e responder às exigências da economia do conhecimento”.

Neste contexto, o Governo de Angola, através do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, tem vindo a implementar iniciativas estruturantes orientadas para a modernização do sector, com destaque para o Projecto TEST, financiado com o apoio do Banco Mundial e da Parceria Global para a Educação.
A Secretária de Estado referiu ainda que o Projecto TEST constitui “um importante instrumento de modernização do ensino superior angolano”.

“Temos hoje uma oportunidade histórica para construir uma nova geração de infra-estruturas académicas digitais”, afirmou Alice de Ceita e Almeida. Acrescentou igualmente que “é neste enquadramento que o Governo de Angola avança na implementação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN), um projecto estruturante alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2023-2027”.

Segundo a Secretária de Estado, a AngoREN representa uma plataforma nacional de colaboração científica, integração académica e promoção da investigação, da inovação e do ensino digital, constituindo, acima de tudo, “uma rede de oportunidades para as futuras gerações de Angola”.

Por último, destacou a importância da participação das empresas de telecomunicações e tecnologia presentes no Roadshow, sublinhando que o envolvimento do mercado será fundamental para assegurar a sustentabilidade, a qualidade técnica e a expansão da conectividade académica no País.

A responsável afirmou igualmente que a transformação digital “não se resume à tecnologia”, significando antes “melhorar a qualidade do ensino, democratizar o acesso ao conhecimento, reforçar a investigação e preparar as futuras gerações para os desafios do século XXI”. Acrescentou ainda que “o futuro do ensino superior será inevitavelmente mais digital, integrado e colaborativo”.

Por sua vez, o discurso de boas-vindas foi proferido pelo Gestor Adjunto do Projecto TEST, Roger Mafua, que começou por dar as boas-vindas aos participantes neste acto de apresentação da AngoREN, descrita como “uma infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar as instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos, factor decisivo para a melhoria da qualidade do ensino, o incremento da investigação científica e a integração de Angola nas redes internacionais de conhecimento”.

Roger Mafua aproveitou igualmente a ocasião para destacar que o Projecto TEST — Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia — constitui “uma iniciativa estratégica do Governo de Angola, co-financiada pelo Banco Mundial, através do BIRD, com 150 milhões de dólares norte-americanos, e pela Parceria Global para a Educação (GPE), com 50 milhões de dólares”.

Segundo explicou, o projecto visa fortalecer a qualidade e a relevância do ensino superior, especialmente nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), promover a empregabilidade e incentivar a ligação entre as universidades e o sector produtivo, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com o Plano Sectorial do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação 2023-2027.

O evento contou com a apresentação de três painéis. O primeiro, subordinado ao tema “Visão Nacional da Transformação Digital”, foi apresentado pelo engenheiro António Paraíso, consultor do Projecto TEST. Durante a sua abordagem, foram apresentados o diagnóstico de prontidão digital das instituições públicas de ensino superior, a comparação com referências internacionais e o Roteiro Executivo de Transformação Digital.
Neste mesmo painel foi igualmente apresentado um caso internacional sobre a experiência de universidade digitalizada, pela Universidade Aberta de Portugal, através da Magnífica Reitora, Professora Doutora Carla Padrel de Oliveira.

O segundo painel incidiu sobre a apresentação do Projecto AngoREN, descrito como a infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos. A apresentação esteve a cargo do engenheiro Olindo Matos, membro da Comissão Instaladora da AngoREN.

O terceiro painel, dedicado às experiências internacionais em redes académicas e de investigação, contou com diversas intervenções, nomeadamente sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Brasil, apresentada pelo engenheiro António Nunes, director de serviços da RNP; a experiência da Rede Nacional de Ensino e Investigação da Zâmbia (ZamREN), apresentada por Stein Mkandawire, CEO da ZamREN; a visão global da Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola; a malha de fibra óptica da RNP como backbone estratégico, apresentada pelo engenheiro Eduardo Grizendi, director de operações da RNP; e o EtherNET como suporte dos sistemas académicos e repositórios abertos, apresentado pelo engenheiro Basiliyos Betru, director de operações.
Foi ainda apresentada uma comunicação subordinada ao tema “Governança de uma EREN e o caso da RNP”, pela Doutora Pilar de Almeida, gerente de contratualização da RNP.
Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Experiências, Desafios e Caminhos para Angola”, moderada pelo Doutor Ngombo Armando, tendo o evento encerrado com uma sessão de engajamento do mercado.

Em declarações à imprensa, o engenheiro Olindo Matos, da Comissão Instaladora da AngoREN, explicou que, numa primeira fase, serão implementados três PoPs (Pontos de Presença) a nível nacional: dois em Luanda e um na província de Benguela.

Segundo explicou, o principal PoP ficará instalado no Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), onde se encontra o Parque Tecnológico Nacional, conectando-se aos outros dois PoPs, localizados no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto, no Camama, e no Instituto Superior Politécnico de Benguela, no município da Catumbela.

O PoP principal do CNIC assegurará a conectividade das instituições de ensino superior localizadas na baixa de Luanda, incluindo instituições das províncias do Bengo, Zaire e Cabinda. O PoP do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto irá conectar instituições de ensino superior e investigação das províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico.

Já o PoP de Benguela garantirá a conectividade das províncias do centro e sul do País, funcionando em regime de redundância, permitindo que, caso um dos pontos apresente falhas, os restantes assegurem a continuidade dos serviços.

Olindo Matos explicou ainda que os PoPs funcionam como mini centros de dados destinados a garantir a continuidade da conectividade académica e científica.

Nesta primeira fase, beneficiarão do projecto instituições públicas de ensino superior das províncias de Luanda, Uíge, Malanje, Huambo, Benguela, Huíla e Namibe, incluindo a Universidade Agostinho Neto, Universidade de Luanda, ISCED de Luanda, Universidade Kimpa Vita, Universidade Rainha Njinga a Mbande, Universidade José Eduardo dos Santos, Universidade Katyavala Bwila, Instituto Superior Politécnico de Benguela, Universidade Mandume Ya Ndemufayo, ISCED da Huíla e Universidade do Namibe.

Participaram neste Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação; o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva; Membros do Executivo; a Magnífica Reitora da Universidade Aberta de Portugal, Carla Padrel de Oliveira; Magníficos Reitores das Instituições de Ensino Superior; Directores Nacionais e Equiparados do MESCTI; Presidentes dos Conselhos de Administração e representantes de Empresas de Telecomunicações e Tecnologias; parceiros internacionais da RNP-Brasil, ZamREN-Zâmbia, EtherNET-Etiópia e Banco Mundial; consultores do Projecto TEST; bem como membros da Comissão Instaladora da AngoREN.

Fonte: MESCTI
Governo 04-05-2026
MESCTI Apresenta Anuário Estatístico do Ensino Superior

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) procedeu, esta quinta-feira, à apresentação oficial dos Anuários Estatísticos do Ensino Superior referentes aos anos académicos 2021-2022, 2022-2023 e 2023-2024.

A cerimónia teve lugar no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) e foi presidida pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

O evento teve como objectivo disponibilizar informação estatística actualizada sobre o sector, reforçando a sua utilização como instrumento de apoio à formulação, monitorização e avaliação de políticas públicas.

Na sua intervenção, o Ministro destacou que os Anuários Estatísticos e o Boletim Estatístico constituem ferramentas essenciais para o acompanhamento da evolução do ensino superior em Angola, permitindo identificar tendências, avaliar o desempenho institucional e apoiar a tomada de decisões baseada em evidência.

Durante a sessão, foram igualmente apresentados os resultados do Estudo sobre a Eficácia Interna do Ensino Superior, que analisa o desempenho académico dos estudantes com base em indicadores como as taxas de retenção, abandono e conclusão dos cursos.

Entre os principais dados apresentados, destaca-se uma taxa bruta de escolaridade no ensino superior de cerca de 8%, bem como uma taxa de docentes com grau de doutoramento na ordem dos 11%, evidenciando a necessidade de reforço contínuo das políticas de formação, qualificação e desenvolvimento institucional.

O Ministro encorajou as instituições de ensino superior a reforçarem a produção, partilha e utilização de dados estatísticos, sublinhando a sua importância para a melhoria da qualidade, eficiência e transparência do sistema.

A iniciativa enquadra-se nas prioridades estratégicas do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, com enfoque na melhoria da qualidade do ensino superior, no desenvolvimento da investigação científica e na promoção da inovação.

Testemunharam a cerimónia o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira; a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida; o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva; a Secretária de Estado para o Ensino Primário, Soraya Kalongela; o Secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga; directores nacionais e equiparados do MESCTI; magníficos reitores; presidentes e directores-gerais das instituições de ensino superior; e membros das comunidades académicas.

Fonte: MESCTI

mescti.gov.ao Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Albano Vicente Lopes Ferreira



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