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Governo 05-06-2026
Conferência de Encerramento do Projecto RE-FARM Destaca Resultados da Investigação Agroecológica para o Reforço da Resiliência Climática em Angola

O Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), em parceria com o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), a Universidade de Florença (Itália) e a COSPE – Cooperação para o Desenvolvimento, realizou, nesta quarta-feira, 4 de Junho, no Auditório da Universidade Agostinho Neto, a Conferência de Encerramento do Projecto RE-FARM – Pesquisa sobre Inovações Agroecológicas para Aumentar a Resiliência às Alterações Climáticas no Cuanza Sul e em Benguela.

O evento decorreu sob o lema “Ciência e Inovação Agroecológica para um Futuro Sustentável: A Experiência do Projecto RE-FARM” e teve como objectivo apresentar e debater os principais resultados alcançados ao longo da implementação do projecto, uma acção de investigação aplicada e cooperação internacional financiada pela União Europeia, através da iniciativa DeSIRA (Development Smart Innovation through Research in Agriculture), orientada para o reforço da resiliência climática e da sustentabilidade dos sistemas agrícolas familiares em Angola.

Ao presidir à cerimónia de abertura, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, destacou a relevância do projecto, afirmando que se trata de uma iniciativa que simboliza, de forma exemplar, o poder da ciência e da cooperação internacional para enfrentar os desafios mais urgentes do nosso tempo, particularmente os impactos das alterações climáticas sobre a produção agrícola.

Segundo o Ministro, a investigação científica e a inovação desenvolvidas no âmbito do RE-FARM permitiram alcançar resultados que oferecem soluções concretas para problemas que afectam directamente a segurança alimentar, a saúde pública, a economia e a estabilidade social das comunidades locais.

“O conhecimento gerado tem sido transferido para as comunidades, com o seu envolvimento activo, podendo ser disseminado em Angola e além-fronteiras, contribuindo para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

O Ministro salientou ainda que esta prática integrada de investigação científica está alinhada com os objectivos da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PNCTI) e com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027, instrumentos que definem esta temática como uma das prioridades estratégicas do Executivo.

O do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira referiu igualmente que o RE-FARM promoveu a inovação aplicada à agricultura, desenvolvendo soluções adaptadas às necessidades das comunidades locais e fomentando a transferência de conhecimentos entre instituições angolanas e europeias. Acrescentou que o projecto possibilitou a formação e capacitação de investigadores angolanos em áreas como agroecologia, entomologia, fitopatologia e sistemas sustentáveis de produção agrícola.

Na ocasião, destacou o papel do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul e do Centro Nacional de Investigação Científica enquanto centros de excelência regional, capazes de liderar investigação aplicada e formar uma nova geração de cientistas e técnicos angolanos.

O Ministro apelou igualmente aos investigadores para reforçarem a capacidade de elaboração de projectos competitivos e de mobilização de recursos financeiros, tanto através dos mecanismos nacionais de financiamento, como o PDCT e a FUNDECIT, como junto de programas e instituições internacionais.

“Com o encerramento do Projecto RE-FARM não fechamos um ciclo; abrimos novas oportunidades. Os resultados alcançados devem servir de base para novos projectos, novas parcerias e novas políticas públicas. Devemos garantir que o conhecimento produzido seja disseminado, aplicado e ampliado”, sublinhou.

Por sua vez, a Embaixadora da União Europeia em Angola, Rosária Bento Pais, referiu que o RE-FARM integra a iniciativa global DeSIRA, destinada a apoiar a transformação sustentável da agricultura e dos sistemas alimentares nos países parceiros.

Segundo a diplomata, a iniciativa já apoiou 72 projectos de investigação e inovação e oito projectos de reforço institucional, mobilizando mais de três mil investigadores e cerca de duas mil organizações em diversos países.

Rosária Bento Pais destacou que o Projecto RE-FARM, financiado pela União Europeia com cerca de um milhão de euros, apresentou resultados bastante encorajadores, evidenciando o potencial das abordagens agroecológicas para o fortalecimento da agricultura familiar e da resiliência climática.

A Embaixadora da União Europeia em Angola, sublinhou ainda que as dez Escolas de Campo apoiadas pelo projecto desempenharam um papel fundamental na experimentação, validação e disseminação de práticas agrícolas inovadoras adaptadas às condições locais. Beneficiaram igualmente da iniciativa técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), das Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA), investigadores, estudantes e organizações comunitárias.

A Embaixadora realçou que a adopção de práticas agroflorestais e agroecológicas contribuiu para o aumento da produtividade do milho entre 6% e 35%, bem como para a redução da incidência de pragas e para a melhoria da fertilidade dos solos.

“O projecto demonstrou o valor da cooperação entre investigadores, instituições públicas, organizações da sociedade civil e produtores agrícolas, evidenciando que soluções construídas de forma participativa e adaptadas às realidades locais são essenciais para reforçar a resiliência das comunidades rurais e promover sistemas alimentares mais sustentáveis”, afirmou.

Durante a conferência foram apresentados diversos estudos e resultados científicos relacionados com o diagnóstico de vírus fitopatogénicos, a caracterização de nemátodos das galhas, a análise da dinâmica populacional de insectos fitófagos, a gestão sustentável da água, a conservação dos solos e a adopção de práticas agroecológicas adaptadas aos contextos semi-áridos das províncias do Cuanza Sul e de Benguela.

O Projecto RE-FARM desenvolveu as suas actividades em seis municípios angolanos: Ebo, Conda, Seles e Waku Kungo, na província do Cuanza Sul, e Ganda e Cubal, na província de Benguela.

No encerramento da conferência, a Directora do Centro Nacional de Investigação Científica, Sandra Afonso, destacou que o fortalecimento da resiliência climática das comunidades rurais exige abordagens integradas que combinem conhecimento científico, experiência prática e saberes locais.

Segundo a Directora, os resultados apresentados demonstram a importância do investimento contínuo em investigação aplicada e inovação agrícola, bem como a necessidade do envolvimento activo das instituições de ensino superior, centros de investigação, organizações da sociedade civil, autoridades locais, técnicos de extensão rural e agricultores.

Sandra Afonso agradeceu o apoio da Comissão Europeia, através da iniciativa DeSIRA, bem como o empenho de todas as instituições parceiras, nomeadamente a Universidade de Florença, a COSPE, o Instituto para a Protecção Sustentável das Plantas (IPSP-CNR de Bari) e o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul.

A Directora do CNIC considerou que esta parceria constitui um exemplo concreto de como a cooperação internacional e a colaboração científica podem gerar impactos positivos e duradouros para o desenvolvimento local, manifestando o desejo de que os resultados alcançados sirvam de ponto de partida para novas iniciativas de investigação, inovação e desenvolvimento sustentável.

Integram o consórcio do Projecto RE-FARM o Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), a Universidade de Florença (UNIFI), a COSPE e o Instituto para a Protecção Sustentável das Plantas (IPSP-CNR de Bari).

Participaram na Conferência de Encerramento do Projecto RE-FARM o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira; o Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos; o Secretário de Estado para as Alterações Climáticas, Alfredo da Costa Soares; a Embaixadora da União Europeia em Angola, Rosária Bento Pais; o Reitor da Universidade Agostinho Neto, Pedro Magalhães; a Directora do CNIC, Sandra Afonso; o Presidente do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, Raimundo Kwaya; quadros do MESCTI; representantes da Universidade de Florença e do IPSP-CNR de Bari; representantes do Ministério do Ambiente, dos Governos Provinciais do Cuanza Sul e de Benguela, organizações não-governamentais, comunidades agrícolas, investigadores, docentes, estudantes, técnicos e convidados.

Fonte: MESCTI
Governo 05-06-2026
Angola Participa na 18ª Mesa Redonda Ministerial da eLEARNING Africa, no Ghana

O Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, participa, de 3 a 5 de Junho de 2026, na 18.ª Mesa Redonda Ministerial da eLearning Africa (Ministerial Round Table Meeting – MRM), a convite do Ministro da Educação da República do Ghana e da Fundadora e Presidente do Conselho de Administração da eLearning Africa, Rebecca Stromeyer.

O evento, que decorre em paralelo com a 19.ª Edição da eLearning Africa, realiza-se sob o lema “A Hora de África, nos Termos de África: Aprender para a Soberania, a Força e a Solidariedade”, no Accra International Conference Centre (AICC), em Accra, República do Ghana.

A conferência tem como objectivo promover sistemas educativos que reflictam as realidades africanas, capacitem os jovens para a inovação e permitam às sociedades africanas moldar a economia digital e a era da inteligência artificial nos seus próprios termos.

O encontro reúne ministros, decisores políticos, especialistas em educação e outras partes interessadas do sector educativo provenientes de todo o continente africano, com vista à troca de experiências, ao fortalecimento de parcerias e à elaboração de recomendações susceptíveis de produzir impacto tangível nas políticas públicas relacionadas com o eLearning em África.

Durante a sua participação, o Secretário de Estado para o Ensino Superior faz-se acompanhar pela Directora do seu Gabinete, Mafalda Lourenço; pela Chefe de Secção do Protocolo, Maria Isabel Oliveira; e pelo Técnico do Gabinete do Secretário de Estado, Adilson Agostinho Pedro.

Fonte: MESCTI
Governo 02-06-2026
MESCTI Lança a Primeira Pedra para a Construção da Universidade Rainha Njinga a Mbande em Malanje

O acto de lançamento da primeira pedra para a construção da Universidade Rainha Njinga a Mbande realizou-se na manhã desta segunda-feira, 1 de Junho, na província de Malanje, e foi presidido pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, no âmbito do Programa de Construção e Apetrechamento das Infraestruturas do Subsistema de Ensino Superior.

O futuro Campus da Universidade Rainha Njinga a Mbande terá capacidade para acolher 10.000 estudantes, distribuídos por seis unidades orgânicas. O projecto contempla uma área total de construção de 37.000 metros quadrados, com um investimento global de 172.062.784,00 euros (cento e setenta e dois milhões, sessenta e dois mil, setecentos e oitenta e quatro euros), estando a sua execução prevista para um período de 18 meses.

A empreitada estará a cargo da empresa MERCONS – Engenharia e Construção Civil, sendo a fiscalização assegurada pela empresa ENGCONSULT – Engineering Consulting & Development.

Na ocasião, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, afirmou que:

“Hoje, ao lançarmos a primeira pedra para a construção do Campus da Universidade Rainha Njinga a Mbande, assinalamos e demonstramos o compromisso do Executivo Angolano com a expansão e modernização do acesso ao ensino superior, de acordo com as prioridades definidas para o reforço das infraestruturas do ensino superior, da ciência, da tecnologia e da inovação, visando criar melhores condições para a formação de quadros e para a produção de conhecimento ao serviço do desenvolvimento nacional.”

Segundo o Ministro, actualmente a capacidade de formação superior na Universidade Rainha Njinga a Mbande ronda aproximadamente os 3.700 estudantes e 15 cursos, funcionando numa infraestrutura que enfrenta ainda desafios significativos ao nível do funcionamento e da manutenção.

Com a concretização deste projecto, a instituição passará a dispor de condições para acolher cerca de 10.000 estudantes, triplicando a sua capacidade formativa e ampliando significativamente as oportunidades de acesso ao ensino superior para os jovens da província de Malanje e das regiões vizinhas, bem como permitindo a criação de novos cursos ajustados às necessidades do mercado de trabalho.

O campus será dotado de laboratórios modernos, bibliotecas, residências universitárias, centros tecnológicos e espaços de aprendizagem capazes de responder aos padrões contemporâneos do ensino superior.

O Ministro sublinhou ainda que a Universidade Rainha Njinga a Mbande se tem destacado entre as instituições de ensino superior do País, contribuindo de forma relevante para o desenvolvimento científico nacional, possuindo potencial para se afirmar como um centro de excelência, capaz de produzir soluções para os desafios da agricultura, da saúde, da indústria, da gestão dos recursos naturais e do desenvolvimento local.

Segundo Albano Ferreira, o projecto traduz a determinação do Executivo em criar oportunidades para a juventude, reduzir as assimetrias regionais e aproximar o conhecimento das comunidades, garantindo que o progresso alcance todas as províncias do País e reforçando a confiança no futuro da Nação.

“Esta obra afirmar-se-á, certamente, como um marco do investimento público no ensino superior, na ciência e na formação de quadros, constituindo um legado duradouro ao serviço do desenvolvimento nacional. O seu impacto reflectir-se-á nas novas gerações de profissionais, investigadores e líderes, dotados das competências necessárias para impulsionar a transformação económica e promover o desenvolvimento sustentável de Angola”, afirmou.

Por sua vez, o Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico da Província de Malanje, Franco Mufinda, em representação do Governador Provincial, Marcos Alexandre Nhunga, afirmou, na sua intervenção que “a província de Malanje não ficou de fora do programa de desenvolvimento estratégico do Estado Angolano”.

Franco Mufinda destacou que a província aposta fortemente na educação, ciência, tecnologia e inovação como pilares fundamentais para a formação de quadros nacionais, capazes de enfrentar o futuro com confiança, segurança e autonomia.

Referindo-se à designação da instituição, salientou o simbolismo histórico da Rainha Njinga a Mbande, figura marcante da História de Angola, que representa valores como sabedoria, resiliência, resistência e identidade nacional, acrescentando que a escolha do nome reforça a relevância e o significado da futura infraestrutura.

O Vice-Governador considerou igualmente que o projecto contribuirá para a promoção da justiça social, ampliando o acesso dos cidadãos ao ensino superior e criando oportunidades de desenvolvimento humano e profissional.

No plano económico, destacou que a execução da obra permitirá a criação de postos de trabalho, dinamizará a actividade económica local e incentivará a investigação científica, atraindo mais investigadores e promovendo o desenvolvimento da província.

Acrescentou ainda que a proximidade da instituição às comunidades contribuirá para aumentar o interesse dos jovens pelo ensino superior e impulsionar o desenvolvimento sustentável da região e do País.

Foi assinado um auto de consignação entre o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e a empresa construtora Mercons Engenharia e Construção Civil, S.A.

Assistiram ao acto de lançamento da primeira pedra para a construção do Campus Universitário da Universidade Rainha Njinga a Mbande o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira; o Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico, Franco Mufinda; o Vice-Governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Duarte Ginga; o Reitor da Universidade Rainha Njinga a Mbande, Eduardo Ekundi Valentim; o Secretário-Geral do MESCTI, Adriano Mangovo; o Director do GEPE, Lokonda Bau Nzuzi; a Directora do GTICI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; a Directora Adjunta do Gabinete do Ministro, Alcina Teca Sala; bem como autoridades civis, militares, políticas, religiosas e tradicionais, entre outros convidados.

Fonte: MESCTI
Governo 25-05-2026
MESCTI realiza visita à Escola Superior de Hotelaria e Turismo da UAN com os Ministros do Turismo e do MAPTESS

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), Albano Vicente Lopes Ferreira, acompanhado pelo Ministro do Turismo (MINTUR), Márcio Daniel, e pela Directora do Instituto Nacional de Qualificações do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS), Edgarda do Sacramento Neto, em representação da Ministra Teresa Dias, efectuou, na manhã desta segunda-feira, 25 de Maio, uma visita institucional às instalações da Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHOTUR) da Universidade Agostinho Neto (UAN), na Centralidade do Kilamba.

A visita teve como objectivo reforçar a aproximação institucional entre a Universidade Agostinho Neto e os Departamentos Ministeriais envolvidos, bem como promover o diálogo em torno de possíveis mecanismos de cooperação destinados ao fortalecimento da componente prática da formação ministrada pela ESHOTUR.

Durante a jornada, a delegação efectuou uma visita guiada às principais infraestruturas da instituição, com destaque para os futuros laboratórios, laboratório de informática, biblioteca, anfiteatro e salas de aula.

Na ocasião, o Director da ESHOTUR, Miguel Fernando, apresentou o enquadramento institucional da Escola Superior de Hotelaria e Turismo, abordando a missão da instituição, a oferta formativa, os principais desafios e as necessidades infraestruturais.

Segundo o responsável, “a ESHOTUR é uma Unidade Orgânica da Universidade Agostinho Neto, cuja missão é formar quadros qualificados, promover a investigação científica e a extensão universitária, contribuindo para o desenvolvimento do sector hoteleiro e turístico em Angola”. Acrescentou ainda que a instituição foi criada ao abrigo do Decreto n.º 7/09, de 12 de Maio.

Após a apresentação, decorreu um momento de diálogo e troca de impressões sobre mecanismos de cooperação institucional e apoio à componente prática da formação académica. A visita terminou com a assinatura do Livro de Honra.

Falando à imprensa no final da visita, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, destacou a importância do alinhamento entre o ensino superior e as necessidades do mercado de trabalho.

“O ensino superior tem de responder aos desafios do desenvolvimento dos mais variados sectores, formando profissionais altamente qualificados para a diversificação da economia e para a prosperidade do nosso país. O Executivo está a desenvolver várias iniciativas estratégicas e, neste contexto, o Ministério do Turismo tem projectos estruturantes que exigem uma resposta adequada das instituições de ensino superior, sobretudo ao nível da formação de excelência.

Este diálogo e esta interacção permitem não apenas optimizar recursos, mas também assegurar uma integração efectiva entre a formação ministrada no ensino superior e as reais necessidades do mercado de trabalho. Trouxemos igualmente para este processo o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, com vista ao alinhamento entre o ensino superior e a formação técnico-profissional.

Pensamos que há muito a ganhar com esta interacção, que já vem sendo desenvolvida entre a Escola Superior de Hotelaria e Turismo da Universidade Agostinho Neto e os sectores envolvidos. O encontro de hoje serviu para consolidar e integrar iniciativas actualmente em curso. Verificámos igualmente o elevado interesse e motivação dos jovens que frequentam esta formação, o que é fundamental para a valorização do papel desta instituição no desenvolvimento do país”, afirmou.

Por sua vez, o Ministro do Turismo, Márcio Daniel, sublinhou a importância da criação de centros de excelência para a formação turística em Angola.

“A principal mensagem que resulta desta visita é a necessidade de Angola criar centros e ambientes adequados para a formação turística especializada. Identificámos esta escola como uma instituição com elevado potencial para cumprir este propósito.

Neste sentido, estamos a trabalhar para que, no âmbito da concepção do hotel do INFOTUR, localizado igualmente na Centralidade do Kilamba, sejam estabelecidas parcerias com cadeias hoteleiras internacionais interessadas em criar centros de excelência em formação mais completo e alinhado com as exigências do mercado.

Paralelamente, o Orçamento Geral do Estado para o exercício económico de 2026 prevê a construção de mais três centros de excelência turística, no quadro de parcerias público-privadas. Estas infraestruturas permitirão não apenas aumentar a oferta em hospitalidade, mas também criar condições para a formação prática dos jovens angolanos.

O turismo é um sector intensivo em mão-de-obra e com elevada capacidade de geração de emprego. Em poucos meses é possível formar técnicos qualificados para diversas áreas, como hotelaria, restauração e serviços turísticos.

Por isso, a articulação entre os Ministérios do Turismo, do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação e do MAPTESS é fundamental para responder às necessidades actuais de formação da juventude angolana.

Participaram nesta visita institucional o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira; o Ministro do Turismo, Márcio Daniel; a Directora do Instituto Nacional de Qualificações do MAPTESS, Edgarda do Sacramento Neto, em representação da Ministra do MAPTESS; o Director do GEPE do MESCTI, Lukonda Bau Nzuzi; o Director Nacional para o Ensino Superior, José Luís; a Directora do GTICI do MESCTI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; o Magnífico Reitor da Universidade Agostinho Neto, Pedro Magalhães; o Director da ESHOTUR, Miguel Fernando; bem como funcionários seniores do Ministério do Turismo e funcionários da Universidade Agostinho Neto.

Fonte: MESCTI
Governo 22-05-2026
MESCTI Participa na Cerimónia de Reinício das Obras de Construção da Universidade 11 de Novembro

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, participou, na manhã desta quinta-feira, 21 de Maio, na cerimónia de reinício das obras de construção da Universidade 11 de Novembro, na província de Cabinda.

Na sua intervenção, o Ministro afirmou que “hoje assinalamos o reinício das obras da Universidade Onze de Novembro. Como é do conhecimento de todos, o ensino superior constitui um dos pilares estratégicos do Plano de Desenvolvimento Nacional e da visão do Executivo para a diversificação económica, a inovação e a formação de quadros altamente qualificados”.

Segundo o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, Cabinda, pelo seu potencial humano, económico e geoestratégico, bem como pelo conjunto de investimentos em curso e pelos desafios do futuro, merece uma instituição universitária moderna, funcional e capaz de responder às necessidades reais da província e do país.

Para o Ministro, com as infraestruturas que hoje se reerguem, cria-se um espaço de maior dignidade, ciência, criatividade, empreendedorismo e construção de soluções para os desafios locais aos quais a Universidade Onze de Novembro deve responder, desde a economia azul ao ambiente, da saúde às engenharias e tecnologias, bem como da governação ao desenvolvimento comunitário.

“O concluír das obras deste campus permitirá aumentar a capacidade de acolhimento de estudantes dos actuais 7 mil para 10 mil, havendo ainda espaço para crescimento modular”, afirmou Albano Ferreira. Acrescentou que, com infraestruturas dignas, docentes qualificados, laboratórios equipados e condições de aprendizagem que estimulem a excelência, a juventude encontrará nesta instituição a oportunidade de desenvolver plenamente o seu talento académico, transformando a universidade num verdadeiro motor de desenvolvimento económico, social e cultural.

Segundo o Ministro, o reinício destas obras resulta de um processo de avaliação técnica, reorganização contratual e reprogramação financeira conduzido pelo Executivo, com vista a garantir que esta infraestruturas académica avance com qualidade, previsibilidade e impacto mensurável, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.

O projecto foi submetido a uma análise detalhada de engenharia, conformidade legal e viabilidade orçamental, permitindo corrigir constrangimentos acumulados e estabelecer um novo quadro de execução. De acordo com o Ministro, a iniciativa responde igualmente à exigência de qualidade defendida pelo Presidente da República, João Lourenço, que estabeleceu como uma das prioridades do actual mandato a construção de infraestruturas para o ensino superior, a par de outros programas estruturantes em execução pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Por último, Albano Ferreira agradeceu às equipas técnicas, aos empreiteiros, à fiscalização, ao Governo Provincial de Cabinda, às autoridades locais, à Universidade Onze de Novembro e a todos os que contribuíram para que este momento fosse possível.

“O projecto avança agora com um modelo de acompanhamento técnico que integra o MESCTI, o Governo Provincial, as instituições académicas e as entidades fiscalizadoras. Contudo, o melhor fiscal será sempre a comunidade local”, sublinhou o Ministro.

Por sua vez, a Governadora da Província de Cabinda, Suzana Fernanda Pemba Massiala de Abreu, afirmou, na sua intervenção de boas-vindas, que o reinício desta obra “não representa apenas um acto administrativo ou de engenharia, mas sobretudo um gesto de confiança no futuro e a materialização de um compromisso com milhares de jovens que sonham com uma formação de qualidade e melhores oportunidades de vida”.

Segundo a Governadora Provincial, o Campus Universitário do Caio será um espaço onde o conhecimento se transformará em progresso e onde a juventude encontrará instrumentos para construir o seu próprio destino e contribuir activamente para o desenvolvimento do país.

A Governadora referiu ainda que Cabinda possui enormes potencialidades humanas e económicas, mas que apenas através da educação, da ciência e da qualificação dos recursos humanos será possível converter essas potencialidades em desenvolvimento sustentável, inovação e prosperidade.

Para Suzana Abreu, o momento vivido “é mais do que uma simples cerimónia. É um reencontro com a esperança, com o futuro e com a responsabilidade colectiva de todos nós em garantir que estas obras sejam efectivamente concluídas”. Acrescentou que Cabinda se sente honrada por acolher um acto de grande relevância nacional e reafirma o seu compromisso em continuar a trabalhar na construção de uma província mais moderna, inclusiva e voltada para o conhecimento.

As obras foram apresentadas pelas técnicas Conceição Muculo e Maura Casemiro, do Grupo Soapro, empresa responsável pela fiscalização da empreitada.

Testemunharam a cerimónia, por parte do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Secretário Geral, Adriano Mangovo; o Director do GEPE, Lukonda Bau Nzuzi; a Directora do GTICI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; a Directora Adjunta do Gabinete do Ministro, Alcina Teca Sala; e o Chefe de Protocolo, Acácio de Sousa.

A província de Cabinda esteve representada pela Governadora Suzana de Abreu; pelos Vice-Governadores para o Sector Político e Social, José Cumbo, e para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Juliano Niongue; pelo Magnífico Reitor da Universidade 11 de Novembro, Kianvu Tamo; pelo Presidente do ISCED de Cabinda, Domingos Nzau; além de autoridades provinciais e locais, docentes, estudantes e convidados.

Fonte: MESCTI

mescti.gov.ao Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Albano Vicente Lopes Ferreira



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