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Governo 07-07-2026
CERIMÓNIA DE ANÚNCIO DOS RESULTADOS DO 2.º CONCURSO DE FINANCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), através do Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), realizou, hoje, 3 de Julho, no Auditório Horácio Chimuco da Universidade Independente de Angola (UnIA), a Cerimónia de Anúncio dos Resultados do 2.º Concurso de Financiamento das Instituições Públicas de Ensino Superior, no âmbito dos Acordos Baseados em Resultados (ABR).

A cerimónia assinalou mais uma etapa da implementação do Projecto TEST e marcou a divulgação oficial dos projectos seleccionados para financiamento, destinados a impulsionar a transformação institucional, o reforço da qualidade académica, a inovação, a investigação científica, a modernização da gestão universitária e o fortalecimento da capacidade das Instituições Públicas de Ensino Superior.

O concurso enquadra-se na Subcomponente 2.2 do Projecto TEST, vocacionada para a promoção da qualidade e da relevância do Ensino Superior em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional. Através dos Acordos Baseados em Resultados, as instituições beneficiárias assumem compromissos de desempenho previamente definidos, sendo o financiamento atribuído em função do cumprimento de metas e resultados concretos.

Este modelo de financiamento visa reforçar a eficiência, a responsabilização e a sustentabilidade dos investimentos públicos no sector, promovendo uma cultura de gestão orientada para resultados e contribuindo para a melhoria contínua da qualidade do Ensino Superior em Angola.

Na sessão de abertura, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, afirmou que "este momento convoca o Governo, o Banco Mundial, a Parceria Global para a Educação, as universidades, os institutos e as escolas superiores, os docentes, os investigadores, os funcionários técnico-administrativos e os estudantes a integrarem-se na causa comum da transformação do Ensino Superior, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação ao serviço do desenvolvimento do nosso país".

O Ministro salientou que é ambição do Executivo desenvolver instituições de Ensino Superior de qualidade, relevantes para o mercado de trabalho e capazes de responder às exigências de um País em acelerada transformação. Neste contexto, referiu que o Projecto TEST constitui um dos instrumentos estruturantes destinados a facilitar a concretização deste objectivo.

"Os Acordos Baseados em Resultados trazem-nos um modelo inovador de financiamento público do Ensino Superior em Angola. Este financiamento é atribuído com base em resultados concretos, metas mensuráveis e responsabilização efectiva das instituições. Com o 1.º Concurso estão a ser financiados seis projectos e, com este 2.º Concurso, passamos a financiar treze. A consolidação deste modelo deve traduzir-se no aumento da confiança nas instituições, que se obrigam a fazer uma gestão transparente, responsável, sujeita à prestação de contas e à entrega de resultados que evidenciem uma mudança objectiva e mensurável do seu perfil institucional e da oferta de produtos e serviços", salientou o Ministro.

Segundo Albano Ferreira, das 13 candidaturas submetidas ao abrigo do Edital n.º 2/TEST/2025, 12 foram avaliadas tecnicamente por uma Comissão de Avaliação independente, rigorosa e plural, composta por sete especialistas nas áreas da gestão e financiamento do Ensino Superior, engenharia e tecnologia, avaliação e qualidade, economia e gestão de projectos. As deliberações foram tomadas com base em critérios técnicos objectivos, em regime de absoluto sigilo, através de sessões formais de harmonização e de rigorosos mecanismos de gestão de conflitos de interesse.

O Ministro destacou igualmente os resultados já alcançados pelo Projecto TEST nesta fase da sua implementação, nomeadamente o apoio ao processo de avaliação externa dos cursos de licenciatura e de pós-graduação, a atribuição de bolsas de estudo "Professores do Futuro", a elaboração do estudo sobre a eficácia interna dos cursos de graduação e a conclusão das propostas para a implementação da Rede Angolana de Ensino Superior (AngoREN), da Universidade Virtual e do paradigma do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).

No final da sua intervenção, agradeceu aos parceiros de desenvolvimento, às equipas do Projecto TEST e do Ministério pela dedicação e competência demonstradas na condução da iniciativa, bem como à Universidade Independente de Angola pela hospitalidade.

"Senhoras e Senhores, o futuro do Ensino Superior em Angola está a ser construído aqui e agora, por todos nós. Que os projectos hoje anunciados sejam marcos de uma transformação duradoura e que cada instituição seleccionada honre a confiança que o Estado angolano, com o apoio dos seus parceiros, nelas deposita", concluiu.

Ao abrigo do Edital n.º 2/TEST/2025, foram submetidas 13 candidaturas para financiamento de projectos de desenvolvimento institucional das seguintes Instituições Públicas de Ensino Superior: Escola Superior Pedagógica do Cuanza Norte; Instituto Superior Politécnico do Bié; Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla; Instituto Superior de Ciências da Educação do Bié; Instituto Superior Politécnico do Moxico; Instituto Superior Politécnico do Soyo; Universidade Agostinho Neto; Universidade Cuito Cuanavale; Universidade de Luanda; Universidade Katyavala Bwila; Universidade Kimpa Vita; Universidade Lueji A'Nkonde; e Universidade Mandume Ya Ndemufayo.

A classificação final das Instituições Públicas de Ensino Superior aprovadas foi a seguinte:

Instituto Superior Politécnico do Bié (ISP-Bié) – 79,29%;
Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) – 78,00%;
Universidade Katyavala Bwila (UKB) – 75,93%;
Universidade Agostinho Neto (UAN) – 75,93%;
Instituto Superior Politécnico do Soyo (ISP-Soyo) – 73,84%;
Escola Superior Pedagógica do Cuanza Norte – 71,71%;
Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla (ISCED-Huíla) – 71,30%.

Os resultados foram apresentados por Gabriel Mussolevela, membro da Comissão de Avaliação, que felicitou as instituições aprovadas e desejou pleno êxito na implementação das iniciativas financiadas. Às restantes instituições, dirigiu uma mensagem de incentivo ao fortalecimento institucional e à participação em futuras oportunidades de financiamento.

Durante a cerimónia foram igualmente apresentados os principais procedimentos para a implementação dos projectos aprovados, bem como as próximas etapas do processo de acompanhamento e monitorização dos investimentos. O programa contemplou ainda a apresentação de iniciativas complementares destinadas ao fortalecimento institucional das Instituições Públicas de Ensino Superior.

Implementado pelo MESCTI, o Projecto TEST conta com o apoio do Banco Mundial, através de um financiamento de 150 milhões de dólares norte-americanos concedido pelo Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), bem como com um financiamento adicional de 50 milhões de dólares da Parceria Global para a Educação, representando um investimento estratégico para o fortalecimento do Ensino Superior, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação em Angola.

A cerimónia contou com a presença da Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida; de Natacha Falcão, Técnica Economista Sénior, em representação do Representante do Grupo Banco Mundial em Angola, Roland Yameogo; de Carla Barbosa, Vice-Reitora para a Área Científica da Universidade Independente de Angola, em representação do Reitor; de Meneses Cambinda, Administrador da UnIA para a Área de Ensino; de Jesus Baptista, Vice-Reitor para a Área de Pós-Graduação, bem como de gestores e dirigentes das Instituições Públicas de Ensino Superior, membros da Comissão de Avaliação, parceiros de desenvolvimento, especialistas do sector, associações estudantis e demais entidades ligadas ao desenvolvimento do Ensino Superior, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação.

Fonte: MESCTI
Governo 07-07-2026
MESCTI CAPACITA GESTORES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIORR PARA O REFORÇO DA GESTÃO INSTITUCIONAL

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realiza, de 03 a 04 de Julho, na província do Uíge, no Auditório da Universidade Kimpa Vita (UNIKIVI), o Seminário de Capacitação para Gestores das Instituições de Ensino Superior (IES).

A iniciativa visa contribuir para a melhoria do funcionamento das IES, através do reforço das competências e dos níveis de proficiência dos seus gestores em matéria de gestão institucional, promovendo uma actuação mais eficiente e orientada para os desafios actuais do subsistema de ensino superior.

O seminário está estruturado em três módulos. O primeiro, subordinado ao tema “Gestão Estratégica no Ensino Superior", aborda questões relacionadas com a gestão no ensino superior, a eficiência e a qualidade, bem como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), enquanto instrumento orientador da gestão das IES.

O segundo módulo, dedicado à "Gestão Institucional", incide sobre a gestão das unidades orgânicas e a promoção da eficiência organizacional.
Por sua vez, o terceiro módulo, intitulado "Gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação", aborda matérias relacionadas com a governação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a gestão da investigação científica, o financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como a cooperação internacional e a diplomacia científica.

Todos os módulos contemplam momentos de interacção entre formadores e formandos, incentivando a partilha de experiências e o debate em torno das temáticas apresentadas, com vista ao fortalecimento das capacidades de gestão dos participantes.

O seminário será realizado por regiões, de modo a abranger todas as Instituições de Ensino Superior do País. Nesta primeira acção, que decorre na província do Uíge, participam gestores das instituições de ensino superior das províncias de Cabinda, Zaire, Uíge, Malanje, Cuanza Norte e Lunda Sul.

A sessão de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva, e contou com a presença da Vice-Governadora do Uíge para o Sector Político, Social e Económico, Sónia Artlete Domingos, bem como de gestores das Instituições de Ensino Superior, decanos, vice-decanos e chefes dos Departamentos de Ensino e Investigação das respectivas instituições.

Fonte: MESCTI
Governo 02-07-2026
WORKSHOP SOBRE POLÍTICAS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO REFORÇA COMPRIMISSO COM NOVA ESTRATÉGIA NACIONAL

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) reafirmou, esta quarta-feira, o compromisso de prosseguir a elaboração da nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PNCTI), tendo a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação defendido, durante a cerimónia de encerramento do Workshop de Debate das Recomendações de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação, que "a nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação deverá traduzir-se num instrumento exequível e orientado para resultados".

Ao proceder ao encerramento dos trabalhos, a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, destacou que o workshop constituiu uma etapa determinante no processo de elaboração da nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, permitindo analisar criticamente as recomendações apresentadas, identificar prioridades e formular propostas para o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Na ocasião, salientou que os debates desenvolvidos ao longo do encontro demonstraram que Angola dispõe de competências, instituições e iniciativas com elevado potencial para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico do País, apesar de persistirem desafios relacionados com a coordenação institucional, o financiamento, as infra-estruturas, a formação e valorização do capital humano, a produção científica, a transferência de tecnologia e a articulação entre a academia e o sector produtivo.

Segundo a Secretária de Estado, a superação destes constrangimentos exige uma visão nacional partilhada, responsabilidades claramente definidas e um compromisso efectivo de todos os intervenientes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Secretária de Estado sublinhou que os contributos produzidos pelos diferentes grupos temáticos servirão de base para a consolidação dos eixos estratégicos, objectivos, prioridades, mecanismos de financiamento, modelo de governação e indicadores de acompanhamento e avaliação da futura política nacional.

Acrescentou que o MESCTI defende que a nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação seja acompanhada por instrumentos de implementação que definam, com clareza, as responsabilidades institucionais, os prazos, as fontes de financiamento, as metas e os mecanismos de prestação de contas, assegurando uma execução eficaz e orientada para resultados.

Referiu, igualmente, que a futura política pretende reforçar a produção científica nacional, aproximar a investigação das necessidades do País e transformar o conhecimento em soluções tecnológicas, produtos, serviços, empresas e empregos qualificados. Entre as prioridades figuram, ainda, a promoção da investigação fundamental e aplicada, da ciência aberta, da inovação, do empreendedorismo de base tecnológica e do fortalecimento das instituições de ensino superior e de investigação científica, incentivando uma relação mais dinâmica entre o Estado, a academia, o sector empresarial e a sociedade.

Durante a sua intervenção, informou que todas as propostas apresentadas ao longo do workshop serão harmonizadas e integradas no processo de elaboração da nova PNCTI, garantindo a sua coerência com os instrumentos estratégicos nacionais e internacionais, bem como a definição de um plano para a sua implementação, monitorização e avaliação.

A Secretária de Estado apelou, igualmente, à continuidade do envolvimento das instituições participantes nas próximas fases do processo, considerando que o compromisso assumido durante o workshop deverá prolongar-se até à implementação efectiva da política.

No final da cerimónia, o MESCTI agradeceu a todos os participantes, consultores, especialistas, moderadores, redactores dos grupos temáticos, equipa técnica e comissão organizadora pela qualidade dos contributos apresentados, dirigindo, igualmente, uma palavra de reconhecimento aos parceiros nacionais e internacionais, com especial destaque para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo apoio prestado ao desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação em Angola.

O workshop terminou com um apelo à manutenção do espírito de diálogo, cooperação e responsabilidade demonstrado ao longo dos trabalhos, reafirmando a ambição de construir uma Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação capaz de transformar o conhecimento numa verdadeira força de desenvolvimento nacional, tendo sido oficialmente encerrado o encontro.

Fonte: MESCTI
Governo 01-07-2026
SECRETÁRIO DE ESTADO PARA O ENSINO SUPERIOR CONFERE POSSE AOS ÓRGÃOS DE GESTÃO DO PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE LUANDA

O Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, conferiu posse, hoje, 30 de Junho de 2026, aos membros dos órgãos sociais do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda (PCTL).

Para a Assembleia Geral da Sociedade foram empossados Gaspar Daniel Fernandes, como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Edwine Denise Barbosa da Silva Tavares Van-Dúnem, como Secretária da Mesa.

Para o Conselho de Administração da Sociedade tomaram posse António Alberto Neves de Alcochete, Presidente do Conselho de Administração; Leonel Célcio Teixeira Francisco, Administrador Executivo; Walter Eduardo Portela Aires, Administrador Executivo; Sabino Ferreira do Nascimento, Administrador Não Executivo; e Sónia Isabel da Costa Carvalho Guilherme, Administradora Não Executiva Independente

Para o Conselho Fiscal da Sociedade foram empossados Celma Agostinho Oatanha, Presidente; Martina da Costa Mlaker, Vogal; e Bruno Leandro Gonçalves de Oliveira, Vogal.

A Comissão de Remuneração da Sociedade passa a ser constituída por Tito Gourgel, Presidente; Márcia Lourenço Francisco, Vogal; e Elaine Marrogane Miguel António Conde, Vogal.

No final da cerimónia de tomada de posse, o Secretário de Estado destacou a importância estratégica do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda para o desenvolvimento científico, tecnológico e económico do País.

"O que se pretende é que o Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda venha a afirmar-se como uma instituição charneira, capaz de estabelecer uma ligação indissociável entre a academia, a ciência, o conhecimento, a inovação e o sector produtivo nacional, permitindo constituir um consórcio de entidades que trabalhem em prol da diversificação da nossa economia e do desenvolvimento científico e tecnológico do País. Auguramos, por isso, os maiores sucessos nesta empreitada. O Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda está, agora, nas vossas mãos, cabendo-vos a responsabilidade de assegurar o cumprimento da sua missão", afirmou.

Testemunharam o acto o Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAP), Álvaro Fernão, bem como Directores Nacionais, e técnicos seniores do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Fonte: MESCTI
Governo 01-07-2026
WORKSHOP DEBATE RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM ANGOLA

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realiza, de 30 de Junho a 1 de Julho de 2026, no Hotel Palmeiras, em Talatona, Luanda, um Workshop de Debate das Recomendações de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável em Angola.

A iniciativa visa apreciar e debater as recomendações de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) propostas para o País, com vista à definição de prioridades estratégicas ajustadas à realidade nacional, capazes de impulsionar a diversificação da economia, o desenvolvimento do capital humano e o crescimento económico e social de Angola no período de 2026 a 2036.

Na sessão de abertura, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, sublinhou a importância do workshop para a construção da futura Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

"Estamos aqui para analisar criticamente, debater, priorizar e consolidar as recomendações de políticas que deverão servir de base à nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esperamos, por isso, um debate aberto, construtivo e orientado para resultados. Um debate que reconheça os progressos já alcançados, mas que também identifique, com realismo, as fragilidades que ainda condicionam o pleno funcionamento do nosso Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Precisamos de uma política que estimule a produção científica de qualidade, mas que vá além da realização de eventos académicos. A sua implementação deve traduzir-se no aumento das publicações científicas de qualidade, na produção de patentes e em impactos significativos no desenvolvimento económico e social do nosso País", afirmou.

O Ministro defendeu igualmente uma política pública que promova uma investigação científica orientada para os desafios concretos de Angola e que seja capaz de transformar conhecimento em produtos, processos, serviços, empresas, empregos qualificados e soluções para as comunidades.Sublinhou, igualmente, a necessidade de reforçar a articulação entre as instituições de ensino superior, as instituições de investigação científica e desenvolvimento, o sector empresarial, os departamentos ministeriais e os demais actores públicos e privados, salientando que a ciência não pode permanecer confinada aos laboratórios e às instituições académicas, devendo aproximar-se dos sectores produtivos, das empresas, das comunidades e dos grandes desafios nacionais.

Defendeu ainda que a inovação não deve limitar-se à adopção de tecnologias desenvolvidas no exterior, mas antes reforçar a capacidade nacional de absorver, adaptar, desenvolver, criar e transferir tecnologias, valorizando o conhecimento produzido em Angola e incentivando o surgimento de soluções concebidas por investigadores, empreendedores e empresas nacionais.

Segundo o Ministro Albano Ferreira, a futura política deverá igualmente atribuir especial atenção à formação e valorização do capital humano, considerando que nenhum sistema científico e tecnológico se consolida sem investigadores, técnicos, engenheiros, docentes e gestores qualificados, valorizados e integrados em instituições capazes de proporcionar condições adequadas ao desenvolvimento das suas actividades.

Neste contexto, defendeu o reforço da formação nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM), a promoção da cultura científica desde os primeiros níveis de ensino, o desenvolvimento da carreira do investigador científico, o incentivo à participação das mulheres e dos jovens na ciência e a criação de condições para atrair e integrar as competências da diáspora angolana.

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação destacou ainda que a política em preparação deverá estabelecer prioridades claras, mecanismos sustentáveis de financiamento, responsabilidades institucionais bem definidas e indicadores que permitam acompanhar e avaliar os resultados alcançados.

"Esperamos que os trabalhos dos grupos temáticos permitam identificar os eixos estratégicos, as acções prioritárias, os actores responsáveis, os mecanismos de financiamento e os indicadores que deverão integrar a nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A principal saída deste workshop deverá ser a consolidação técnica dos elementos estruturantes da nova Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a serem sistematizados e submetidos às instâncias competentes para apreciação e aprovação", afirmou.

O Ministro salientou ainda que "a ciência, a tecnologia e a inovação não são fins em si mesmas. São instrumentos para melhorar a vida das populações, aumentar a produtividade, reduzir as desigualdades, promover a soberania tecnológica e construir um País mais próspero, inclusivo e sustentável".

Concluiu manifestando o desejo de que o workshop resulte num compromisso colectivo com a transformação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e com a construção do futuro de Angola através do conhecimento.

Por sua vez, o Representante Residente Adjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola, Gabriel Dava, salientou que «não podemos falar de ciência, tecnologia e inovação sem pensar na juventude como o maior activo estratégico do País. Investir em educação, investigação aplicada, competências digitais, empreendedorismo e inovação é investir no futuro de Angola».

Acrescentou que o fortalecimento do ecossistema nacional de inovação exige uma forte articulação entre o Governo, as universidades, os centros de investigação, o sector privado, as instituições financeiras e os parceiros de desenvolvimento. Defendeu, igualmente, a necessidade de mecanismos de financiamento adequados, de uma governação eficaz e de políticas públicas que promovam a inclusão dos jovens e das mulheres nos processos de inovação.

Neste contexto, Gabriel Dava saudou a liderança do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) na promoção de processos participativos para a definição das prioridades nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) para o período 2026–2036, com vista ao reforço do papel da CTI enquanto motor da transformação económica e social de Angola.

O Representante Residente Adjunto do PNUD reafirmou, ainda, o compromisso da organização em apoiar esta visão, através de iniciativas que promovem a ligação entre o conhecimento, a inovação, as oportunidades para a juventude e a transformação social.

Como exemplo deste compromisso, destacou o AgriTech Timbuktoo Angola, uma iniciativa do Governo de Angola, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que visa posicionar o País como um pólo de inovação agrícola sustentável, tecnologias verdes e empreendedorismo rural.

Integrado na plataforma pan-africana Timbuktoo, o centro está a ser desenvolvido como um hub regional de referência, com ambição de alcance continental. A iniciativa impulsiona um ecossistema moderno de inovação agrícola, promovendo o empreendedorismo jovem, a adopção de ferramentas digitais, incluindo a inteligência artificial, bem como a transformação das cadeias de valor, procurando converter desafios em oportunidades e ideias em soluções de elevado impacto.

No final da sua intervenção, Gabriel Dava manifestou confiança nos resultados do encontro, afirmando que «estamos confiantes de que as reflexões e recomendações que emergirão deste workshop contribuirão para uma agenda e uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação ambiciosa, realista e orientada para resultados, capaz de responder às aspirações dos angolanos e aos desafios do futuro».

O responsável assegurou, por fim, que o PNUD continuará a apoiar os esforços de Angola para fortalecer o seu ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovendo parcerias, reforçando capacidades e criando oportunidades que permitam transformar as prioridades hoje identificadas em resultados concretos.

Ao longo dos dois dias de trabalhos, os participantes irão apreciar as recomendações de políticas de CTI, debater propostas sectoriais e formular contributos para a implementação de medidas destinadas a reforçar a investigação científica, a inovação, a governação e o financiamento do sector.

O primeiro dia ficou marcado pela sessão de abertura, pelas intervenções do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e do Representante Residente do PNUD em Angola, seguindo-se a apresentação das recomendações de políticas de CTI. Posteriormente, os participantes foram distribuídos por quatro grupos temáticos, designadamente: Educação para a Ciência, Tecnologia e Inovação; Políticas de Investigação Científica Fundamental e Aplicada para o Desenvolvimento Sustentável; Integração da Formação Técnico-Profissional com a Ciência, Tecnologia e Inovação e Promoção do Empreendedorismo; e Políticas de Desenvolvimento Tecnológico, Industrial e de Fomento do Empreendedorismo de Base Tecnológica e da Inovação.

Durante os trabalhos de grupo, os participantes analisam prioridades estratégicas, definem responsabilidades institucionais e identificam actores-chave, discutindo igualmente mecanismos de financiamento das acções propostas e modelos de reforço da gestão e da governação da Ciência, Tecnologia e Inovação.

No segundo dia, os debates incidirão sobre a análise das políticas sectoriais de CTI aplicadas aos diferentes sectores produtivos, prosseguindo os trabalhos dos grupos temáticos. As conclusões serão apresentadas em sessão plenária, permitindo consolidar os contributos recolhidos e definir as principais recomendações resultantes do workshop.

Os trabalhos desenvolvem-se através de grupos temáticos especializados, abrangendo domínios como as políticas de educação para a Ciência, Tecnologia e Inovação, investigação científica, desenvolvimento sustentável, inovação empresarial, transformação digital, governação, financiamento e outras áreas estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico de Angola.

O workshop constitui mais uma etapa do processo de construção participativa de políticas públicas para o sector da Ciência, Tecnologia e Inovação, promovendo o diálogo entre o Governo, a comunidade científica, o sector produtivo e os parceiros de desenvolvimento, com vista ao reforço da capacidade nacional de investigação, inovação e desenvolvimento sustentável.

Participaram na cerimónia de abertura o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo; a Ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto dos Santos; o Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Gabriel Dava; o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva; a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida; Directores Nacionais de diversos departamentos ministeriais e instituições públicas; gestores de instituições de ensino superior; representantes de instituições de investigação e desenvolvimento; académicos e demais convidados.

Fonte: MESCTI

mescti.gov.ao Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Albano Vicente Lopes Ferreira



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