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Repositório Angolano de Acesso Aberto – RANAA

Governo 09-06-2026
LANÇAMENTO OFICIAL DA CÁTEDRA UNESCO DE CIÊNCIA ABERTA, DIGITALIZAÇÃO RESPONSÁVEL E IMPACTO SOCIAL

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), em co-organização com a Universidade Óscar Ribas (UÓR), no âmbito do Programa UNITWIN/Cátedras UNESCO e em alinhamento com a estratégia de valorização do impacto social da investigação científica em Angola, realizou, na tarde desta segunda-feira, 8 de Junho de 2026, nas instalações da Universidade Óscar Ribas, a Cerimónia de Lançamento da Cátedra UNESCO de Ciência Aberta, Digitalização Responsável e Impacto Social.

A iniciativa visou formalizar a criação da referida Cátedra UNESCO, promover o alinhamento com as políticas públicas do sector, fomentar redes de cooperação académica e científica e sensibilizar a comunidade académica, os decisores políticos e a sociedade civil para a importância do acesso aberto ao conhecimento e da valorização da ciência ao serviço do desenvolvimento sustentável.

A cerimónia foi presidida pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, em representação da Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Bragança. Na sua intervenção, destacou que a ciência aberta representa um novo paradigma de partilha do conhecimento científico, assente nos princípios da acessibilidade, transparência e democratização. Segundo afirmou, este modelo estimula a colaboração entre investigadores e instituições, permitindo que os resultados da investigação científica sejam utilizados de forma mais célere na resolução dos desafios que se colocam nos mais variados domínios do conhecimento.

O Ministro salientou ainda que, ao associar-se à digitalização responsável, a ciência aberta contribui para que a utilização das tecnologias digitais seja ética, segura e inclusiva, reduzindo as desigualdades no acesso à ciência. Acrescentou que a inteligência artificial constitui actualmente uma ferramenta poderosa para acelerar o acesso a dados e ao conhecimento, devendo a sua utilização respeitar os princípios da responsabilidade e da propriedade intelectual.

“O impacto social é o objectivo final da conjugação destes dois factores: o acesso aberto ao conhecimento científico e a digitalização responsável. Queremos que a ciência e a tecnologia estejam ao serviço da educação, da saúde, da agricultura, do desenvolvimento industrial, da sustentabilidade ambiental, da juventude e das comunidades”, afirmou o Ministro Albano Ferreira.

Durante a sua intervenção, referiu igualmente que o Executivo tem vindo a desenvolver diversas acções complementares alinhadas com as políticas da UNESCO nestes domínios. Entre elas, destacou a criação do Repositório Angolano de Acesso Aberto, que entrará em breve em pleno funcionamento, permitindo o depósito da produção científica nacional e a sua integração nas redes internacionais do conhecimento. Esta plataforma contribuirá para aumentar a visibilidade das revistas científicas nacionais, algumas das quais já integram consórcios internacionais de promoção da ciência aberta.

O Ministro sublinhou ainda que a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FUNDECIT), instituição tutelada pelo MESCTI, lançou recentemente dois editais destinados ao apoio à edição de livros técnicos e científicos e de revistas científicas. Referiu igualmente o projecto da Rede Nacional de Educação e Ensino (AngoREN), que assegurará a conectividade das Instituições de Ensino Superior e de Investigação e Desenvolvimento de Angola às redes académicas internacionais, promovendo a integração dos diversos repositórios científicos das comunidades académicas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, de outros países africanos, bem como de universidades e redes académicas da Europa e da América Latina, com especial destaque para as instituições ligadas ao Programa UNITWIN da UNESCO.

Segundo Albano Ferreira, a criação da Cátedra contribuirá para reduzir as desigualdades no acesso à informação e à tecnologia, aumentar a visibilidade internacional da produção científica angolana e apoiar a formulação de políticas públicas e estratégias nacionais de ciência aberta e digitalização responsável.

“O lançamento e início de actividades desta Cátedra permitirão a realização de cursos e workshops destinados à capacitação de investigadores e estudantes em práticas de acesso aberto e gestão de dados científicos; a criação de espaços de inovação tecnológica orientados para a digitalização responsável, com enfoque na preservação cultural e inclusão social; o fortalecimento da cooperação com outras cátedras UNESCO e universidades estrangeiras para a troca de conhecimentos e desenvolvimento conjunto de projectos; e a implementação de iniciativas de extensão universitária que levarão conteúdos e soluções digitais às comunidades locais, através de bibliotecas digitais e plataformas de ensino abertas, gerando impacto comunitário na educação em todos os níveis”, sublinhou o Ministro.

No final da sua intervenção, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação afirmou que Angola está preparada para participar plenamente na revolução científica e tecnológica global, sem perder de vista os valores da responsabilidade, da ética e da justiça social, manifestando confiança no sucesso da Cátedra e no seu contributo para a educação, a ciência e a cultura a nível mundial.

Por sua vez, o Coordenador da Cátedra, Eurico Gungula, explicou à imprensa que uma Cátedra UNESCO consiste numa equipa liderada por uma instituição de ensino superior ou de investigação que estabelece uma parceria com a UNESCO para promover o conhecimento e a prática numa área de interesse comum.

Segundo o Coordenador, as actividades desenvolvidas pelas Cátedras UNESCO visam fomentar o debate intelectual público, a reflexão ética, a definição de normas e boas práticas, a investigação, o progresso científico, o acesso aberto ao conhecimento e à informação, bem como a educação assente num espírito de cooperação internacional.

Eurico Gungula destacou ainda que esta iniciativa está fortemente alicerçada na necessidade de alinhar as actividades de investigação e desenvolvimento com os objectivos socioeconómicos nacionais. Salientou que a afirmação de Angola no cenário global da inovação exige uma transformação intelectual sustentada na ciência aberta, na gestão da propriedade intelectual, na gestão de dados de investigação e no reforço do protagonismo das instituições de ensino superior e de investigação.

A criação da Cátedra UNESCO de Ciência Aberta, Digitalização Responsável e Impacto Social constitui um marco relevante para o reforço da cooperação científica nacional e internacional, contribuindo para a promoção da produção, disseminação e utilização do conhecimento científico em benefício da sociedade e do desenvolvimento do País.

Participaram igualmente na cerimónia o Secretário de Estado para o Ensino Primário, Pacheco Francisco, em representação da Ministra da Educação, Erika Aires; a Secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade, em representação do Ministro da Cultura, Filipe Silva de Pina Zau; a Embaixadora da República de Angola junto da UNESCO, Maria Cândida Pereira Teixeira; o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva; o Coordenador da Cátedra UNESCO de Ciência Aberta, Digitalização Responsável e Impacto Social, Eurico Gungula; o Reitor da Universidade Óscar Ribas, André Pedro Neto; o Presidente do Grupo Pitabel, Abel Segunda; quadros seniores do MESCTI; representantes da Administração Municipal de Talatona; investigadores de Instituições de Ensino Superior e Centros de Investigação Científica; membros da equipa da Cátedra; docentes; estudantes; e demais convidados.

Participaram igualmente, por via virtual, através da plataforma Zoom, a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, e o Director da Divisão de Inclusão Digital, Políticas e Transformação Digital da UNESCO, Guilherme Canela Souza Godoi.

Fonte: MESCTI
Governo 05-06-2026
INAAREES SUBMETE-SE À AVALIAÇÃO EXTERNA INTERNACIONAL NO ÂMBITO DA INICIATIVA HAQAA3

O Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) será submetido, de 08 a 10 de Junho de 2026, a uma avaliação externa promovida pela iniciativa Harmonisation of African Higher Education Quality Assurance and Accreditation (HAQAA – Fase 3), reforçando o seu compromisso com a melhoria contínua da qualidade e com o alinhamento aos referenciais internacionais de garantia da qualidade no ensino superior.

A participação do INAAREES nesta avaliação enquadra-se na estratégia institucional de consolidação dos mecanismos de garantia da qualidade e dá continuidade ao processo iniciado em 2022, aquando da participação na avaliação-piloto da HAQAA – Fase 2, dirigida às agências africanas de garantia da qualidade do ensino superior.

Segundo o INAAREES, a experiência anterior permitiu identificar pontos fortes institucionais, bem como áreas susceptíveis de melhoria, tendo resultado na formulação de recomendações e na elaboração de um plano institucional de melhorias que vem sendo progressivamente implementado.

A presente avaliação externa visa, em primeiro lugar, analisar o grau de implementação das recomendações e do plano de melhorias decorrentes da avaliação realizada em 2022. O exercício permitirá aferir os progressos alcançados pelo Instituto e identificar novas oportunidades para o reforço da qualidade dos seus processos e práticas institucionais.

Por outro lado, a avaliação procurará aferir o nível de alinhamento dos mecanismos institucionais de garantia da qualidade do INAAREES com os referenciais continentais africanos, em particular com as Normas e Directrizes Africanas para a Garantia da Qualidade no Ensino Superior (African Standards and Guidelines for Quality Assurance – ASG-QA), com especial incidência nas Partes B e C desses referenciais.
A participação nesta iniciativa continental representa mais um passo no fortalecimento da credibilidade institucional do INAAREES e no reforço da sua integração nas dinâmicas africanas de promoção da qualidade no ensino superior.

A avaliação será conduzida por peritos internacionais no âmbito da HAQAA3, iniciativa que visa harmonizar os sistemas africanos de garantia da qualidade e acreditação do ensino superior, contribuindo para a melhoria da qualidade da formação académica no continente

Fonte: MESCTI
Governo 05-06-2026
Conferência de Encerramento do Projecto RE-FARM Destaca Resultados da Investigação Agroecológica para o Reforço da Resiliência Climática em Angola

O Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), em parceria com o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), a Universidade de Florença (Itália) e a COSPE – Cooperação para o Desenvolvimento, realizou, nesta quarta-feira, 4 de Junho, no Auditório da Universidade Agostinho Neto, a Conferência de Encerramento do Projecto RE-FARM – Pesquisa sobre Inovações Agroecológicas para Aumentar a Resiliência às Alterações Climáticas no Cuanza Sul e em Benguela.

O evento decorreu sob o lema “Ciência e Inovação Agroecológica para um Futuro Sustentável: A Experiência do Projecto RE-FARM” e teve como objectivo apresentar e debater os principais resultados alcançados ao longo da implementação do projecto, uma acção de investigação aplicada e cooperação internacional financiada pela União Europeia, através da iniciativa DeSIRA (Development Smart Innovation through Research in Agriculture), orientada para o reforço da resiliência climática e da sustentabilidade dos sistemas agrícolas familiares em Angola.

Ao presidir à cerimónia de abertura, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, destacou a relevância do projecto, afirmando que se trata de uma iniciativa que simboliza, de forma exemplar, o poder da ciência e da cooperação internacional para enfrentar os desafios mais urgentes do nosso tempo, particularmente os impactos das alterações climáticas sobre a produção agrícola.

Segundo o Ministro, a investigação científica e a inovação desenvolvidas no âmbito do RE-FARM permitiram alcançar resultados que oferecem soluções concretas para problemas que afectam directamente a segurança alimentar, a saúde pública, a economia e a estabilidade social das comunidades locais.

“O conhecimento gerado tem sido transferido para as comunidades, com o seu envolvimento activo, podendo ser disseminado em Angola e além-fronteiras, contribuindo para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

O Ministro salientou ainda que esta prática integrada de investigação científica está alinhada com os objectivos da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PNCTI) e com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027, instrumentos que definem esta temática como uma das prioridades estratégicas do Executivo.

O do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira referiu igualmente que o RE-FARM promoveu a inovação aplicada à agricultura, desenvolvendo soluções adaptadas às necessidades das comunidades locais e fomentando a transferência de conhecimentos entre instituições angolanas e europeias. Acrescentou que o projecto possibilitou a formação e capacitação de investigadores angolanos em áreas como agroecologia, entomologia, fitopatologia e sistemas sustentáveis de produção agrícola.

Na ocasião, destacou o papel do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul e do Centro Nacional de Investigação Científica enquanto centros de excelência regional, capazes de liderar investigação aplicada e formar uma nova geração de cientistas e técnicos angolanos.

O Ministro apelou igualmente aos investigadores para reforçarem a capacidade de elaboração de projectos competitivos e de mobilização de recursos financeiros, tanto através dos mecanismos nacionais de financiamento, como o PDCT e a FUNDECIT, como junto de programas e instituições internacionais.

“Com o encerramento do Projecto RE-FARM não fechamos um ciclo; abrimos novas oportunidades. Os resultados alcançados devem servir de base para novos projectos, novas parcerias e novas políticas públicas. Devemos garantir que o conhecimento produzido seja disseminado, aplicado e ampliado”, sublinhou.

Por sua vez, a Embaixadora da União Europeia em Angola, Rosária Bento Pais, referiu que o RE-FARM integra a iniciativa global DeSIRA, destinada a apoiar a transformação sustentável da agricultura e dos sistemas alimentares nos países parceiros.

Segundo a diplomata, a iniciativa já apoiou 72 projectos de investigação e inovação e oito projectos de reforço institucional, mobilizando mais de três mil investigadores e cerca de duas mil organizações em diversos países.

Rosária Bento Pais destacou que o Projecto RE-FARM, financiado pela União Europeia com cerca de um milhão de euros, apresentou resultados bastante encorajadores, evidenciando o potencial das abordagens agroecológicas para o fortalecimento da agricultura familiar e da resiliência climática.

A Embaixadora da União Europeia em Angola, sublinhou ainda que as dez Escolas de Campo apoiadas pelo projecto desempenharam um papel fundamental na experimentação, validação e disseminação de práticas agrícolas inovadoras adaptadas às condições locais. Beneficiaram igualmente da iniciativa técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), das Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA), investigadores, estudantes e organizações comunitárias.

A Embaixadora realçou que a adopção de práticas agroflorestais e agroecológicas contribuiu para o aumento da produtividade do milho entre 6% e 35%, bem como para a redução da incidência de pragas e para a melhoria da fertilidade dos solos.

“O projecto demonstrou o valor da cooperação entre investigadores, instituições públicas, organizações da sociedade civil e produtores agrícolas, evidenciando que soluções construídas de forma participativa e adaptadas às realidades locais são essenciais para reforçar a resiliência das comunidades rurais e promover sistemas alimentares mais sustentáveis”, afirmou.

Durante a conferência foram apresentados diversos estudos e resultados científicos relacionados com o diagnóstico de vírus fitopatogénicos, a caracterização de nemátodos das galhas, a análise da dinâmica populacional de insectos fitófagos, a gestão sustentável da água, a conservação dos solos e a adopção de práticas agroecológicas adaptadas aos contextos semi-áridos das províncias do Cuanza Sul e de Benguela.

O Projecto RE-FARM desenvolveu as suas actividades em seis municípios angolanos: Ebo, Conda, Seles e Waku Kungo, na província do Cuanza Sul, e Ganda e Cubal, na província de Benguela.

No encerramento da conferência, a Directora do Centro Nacional de Investigação Científica, Sandra Afonso, destacou que o fortalecimento da resiliência climática das comunidades rurais exige abordagens integradas que combinem conhecimento científico, experiência prática e saberes locais.

Segundo a Directora, os resultados apresentados demonstram a importância do investimento contínuo em investigação aplicada e inovação agrícola, bem como a necessidade do envolvimento activo das instituições de ensino superior, centros de investigação, organizações da sociedade civil, autoridades locais, técnicos de extensão rural e agricultores.

Sandra Afonso agradeceu o apoio da Comissão Europeia, através da iniciativa DeSIRA, bem como o empenho de todas as instituições parceiras, nomeadamente a Universidade de Florença, a COSPE, o Instituto para a Protecção Sustentável das Plantas (IPSP-CNR de Bari) e o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul.

A Directora do CNIC considerou que esta parceria constitui um exemplo concreto de como a cooperação internacional e a colaboração científica podem gerar impactos positivos e duradouros para o desenvolvimento local, manifestando o desejo de que os resultados alcançados sirvam de ponto de partida para novas iniciativas de investigação, inovação e desenvolvimento sustentável.

Integram o consórcio do Projecto RE-FARM o Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), a Universidade de Florença (UNIFI), a COSPE e o Instituto para a Protecção Sustentável das Plantas (IPSP-CNR de Bari).

Participaram na Conferência de Encerramento do Projecto RE-FARM o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira; o Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos; o Secretário de Estado para as Alterações Climáticas, Alfredo da Costa Soares; a Embaixadora da União Europeia em Angola, Rosária Bento Pais; o Reitor da Universidade Agostinho Neto, Pedro Magalhães; a Directora do CNIC, Sandra Afonso; o Presidente do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, Raimundo Kwaya; quadros do MESCTI; representantes da Universidade de Florença e do IPSP-CNR de Bari; representantes do Ministério do Ambiente, dos Governos Provinciais do Cuanza Sul e de Benguela, organizações não-governamentais, comunidades agrícolas, investigadores, docentes, estudantes, técnicos e convidados.

Fonte: MESCTI
Governo 05-06-2026
Angola Participa na 18ª Mesa Redonda Ministerial da eLEARNING Africa, no Ghana

O Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, participa, de 3 a 5 de Junho de 2026, na 18.ª Mesa Redonda Ministerial da eLearning Africa (Ministerial Round Table Meeting – MRM), a convite do Ministro da Educação da República do Ghana e da Fundadora e Presidente do Conselho de Administração da eLearning Africa, Rebecca Stromeyer.

O evento, que decorre em paralelo com a 19.ª Edição da eLearning Africa, realiza-se sob o lema “A Hora de África, nos Termos de África: Aprender para a Soberania, a Força e a Solidariedade”, no Accra International Conference Centre (AICC), em Accra, República do Ghana.

A conferência tem como objectivo promover sistemas educativos que reflictam as realidades africanas, capacitem os jovens para a inovação e permitam às sociedades africanas moldar a economia digital e a era da inteligência artificial nos seus próprios termos.

O encontro reúne ministros, decisores políticos, especialistas em educação e outras partes interessadas do sector educativo provenientes de todo o continente africano, com vista à troca de experiências, ao fortalecimento de parcerias e à elaboração de recomendações susceptíveis de produzir impacto tangível nas políticas públicas relacionadas com o eLearning em África.

Durante a sua participação, o Secretário de Estado para o Ensino Superior faz-se acompanhar pela Directora do seu Gabinete, Mafalda Lourenço; pela Chefe de Secção do Protocolo, Maria Isabel Oliveira; e pelo Técnico do Gabinete do Secretário de Estado, Adilson Agostinho Pedro.

Fonte: MESCTI
Governo 02-06-2026
MESCTI Lança a Primeira Pedra para a Construção da Universidade Rainha Njinga a Mbande em Malanje

O acto de lançamento da primeira pedra para a construção da Universidade Rainha Njinga a Mbande realizou-se na manhã desta segunda-feira, 1 de Junho, na província de Malanje, e foi presidido pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, no âmbito do Programa de Construção e Apetrechamento das Infraestruturas do Subsistema de Ensino Superior.

O futuro Campus da Universidade Rainha Njinga a Mbande terá capacidade para acolher 10.000 estudantes, distribuídos por seis unidades orgânicas. O projecto contempla uma área total de construção de 37.000 metros quadrados, com um investimento global de 172.062.784,00 euros (cento e setenta e dois milhões, sessenta e dois mil, setecentos e oitenta e quatro euros), estando a sua execução prevista para um período de 18 meses.

A empreitada estará a cargo da empresa MERCONS – Engenharia e Construção Civil, sendo a fiscalização assegurada pela empresa ENGCONSULT – Engineering Consulting & Development.

Na ocasião, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, afirmou que:

“Hoje, ao lançarmos a primeira pedra para a construção do Campus da Universidade Rainha Njinga a Mbande, assinalamos e demonstramos o compromisso do Executivo Angolano com a expansão e modernização do acesso ao ensino superior, de acordo com as prioridades definidas para o reforço das infraestruturas do ensino superior, da ciência, da tecnologia e da inovação, visando criar melhores condições para a formação de quadros e para a produção de conhecimento ao serviço do desenvolvimento nacional.”

Segundo o Ministro, actualmente a capacidade de formação superior na Universidade Rainha Njinga a Mbande ronda aproximadamente os 3.700 estudantes e 15 cursos, funcionando numa infraestrutura que enfrenta ainda desafios significativos ao nível do funcionamento e da manutenção.

Com a concretização deste projecto, a instituição passará a dispor de condições para acolher cerca de 10.000 estudantes, triplicando a sua capacidade formativa e ampliando significativamente as oportunidades de acesso ao ensino superior para os jovens da província de Malanje e das regiões vizinhas, bem como permitindo a criação de novos cursos ajustados às necessidades do mercado de trabalho.

O campus será dotado de laboratórios modernos, bibliotecas, residências universitárias, centros tecnológicos e espaços de aprendizagem capazes de responder aos padrões contemporâneos do ensino superior.

O Ministro sublinhou ainda que a Universidade Rainha Njinga a Mbande se tem destacado entre as instituições de ensino superior do País, contribuindo de forma relevante para o desenvolvimento científico nacional, possuindo potencial para se afirmar como um centro de excelência, capaz de produzir soluções para os desafios da agricultura, da saúde, da indústria, da gestão dos recursos naturais e do desenvolvimento local.

Segundo Albano Ferreira, o projecto traduz a determinação do Executivo em criar oportunidades para a juventude, reduzir as assimetrias regionais e aproximar o conhecimento das comunidades, garantindo que o progresso alcance todas as províncias do País e reforçando a confiança no futuro da Nação.

“Esta obra afirmar-se-á, certamente, como um marco do investimento público no ensino superior, na ciência e na formação de quadros, constituindo um legado duradouro ao serviço do desenvolvimento nacional. O seu impacto reflectir-se-á nas novas gerações de profissionais, investigadores e líderes, dotados das competências necessárias para impulsionar a transformação económica e promover o desenvolvimento sustentável de Angola”, afirmou.

Por sua vez, o Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico da Província de Malanje, Franco Mufinda, em representação do Governador Provincial, Marcos Alexandre Nhunga, afirmou, na sua intervenção que “a província de Malanje não ficou de fora do programa de desenvolvimento estratégico do Estado Angolano”.

Franco Mufinda destacou que a província aposta fortemente na educação, ciência, tecnologia e inovação como pilares fundamentais para a formação de quadros nacionais, capazes de enfrentar o futuro com confiança, segurança e autonomia.

Referindo-se à designação da instituição, salientou o simbolismo histórico da Rainha Njinga a Mbande, figura marcante da História de Angola, que representa valores como sabedoria, resiliência, resistência e identidade nacional, acrescentando que a escolha do nome reforça a relevância e o significado da futura infraestrutura.

O Vice-Governador considerou igualmente que o projecto contribuirá para a promoção da justiça social, ampliando o acesso dos cidadãos ao ensino superior e criando oportunidades de desenvolvimento humano e profissional.

No plano económico, destacou que a execução da obra permitirá a criação de postos de trabalho, dinamizará a actividade económica local e incentivará a investigação científica, atraindo mais investigadores e promovendo o desenvolvimento da província.

Acrescentou ainda que a proximidade da instituição às comunidades contribuirá para aumentar o interesse dos jovens pelo ensino superior e impulsionar o desenvolvimento sustentável da região e do País.

Foi assinado um auto de consignação entre o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e a empresa construtora Mercons Engenharia e Construção Civil, S.A.

Assistiram ao acto de lançamento da primeira pedra para a construção do Campus Universitário da Universidade Rainha Njinga a Mbande o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira; o Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico, Franco Mufinda; o Vice-Governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Duarte Ginga; o Reitor da Universidade Rainha Njinga a Mbande, Eduardo Ekundi Valentim; o Secretário-Geral do MESCTI, Adriano Mangovo; o Director do GEPE, Lokonda Bau Nzuzi; a Directora do GTICI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; a Directora Adjunta do Gabinete do Ministro, Alcina Teca Sala; bem como autoridades civis, militares, políticas, religiosas e tradicionais, entre outros convidados.

Fonte: MESCTI

mescti.gov.ao Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Albano Vicente Lopes Ferreira



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