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Governo 02-06-2026
MESCTI Lança a Primeira Pedra para a Construção da Universidade Rainha Njinga a Mbande em Malanje

O acto de lançamento da primeira pedra para a construção da Universidade Rainha Njinga a Mbande realizou-se na manhã desta segunda-feira, 1 de Junho, na província de Malanje, e foi presidido pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, no âmbito do Programa de Construção e Apetrechamento das Infraestruturas do Subsistema de Ensino Superior.

O futuro Campus da Universidade Rainha Njinga a Mbande terá capacidade para acolher 10.000 estudantes, distribuídos por seis unidades orgânicas. O projecto contempla uma área total de construção de 37.000 metros quadrados, com um investimento global de 172.062.784,00 euros (cento e setenta e dois milhões, sessenta e dois mil, setecentos e oitenta e quatro euros), estando a sua execução prevista para um período de 18 meses.

A empreitada estará a cargo da empresa MERCONS – Engenharia e Construção Civil, sendo a fiscalização assegurada pela empresa ENGCONSULT – Engineering Consulting & Development.

Na ocasião, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, afirmou que:

“Hoje, ao lançarmos a primeira pedra para a construção do Campus da Universidade Rainha Njinga a Mbande, assinalamos e demonstramos o compromisso do Executivo Angolano com a expansão e modernização do acesso ao ensino superior, de acordo com as prioridades definidas para o reforço das infraestruturas do ensino superior, da ciência, da tecnologia e da inovação, visando criar melhores condições para a formação de quadros e para a produção de conhecimento ao serviço do desenvolvimento nacional.”

Segundo o Ministro, actualmente a capacidade de formação superior na Universidade Rainha Njinga a Mbande ronda aproximadamente os 3.700 estudantes e 15 cursos, funcionando numa infraestrutura que enfrenta ainda desafios significativos ao nível do funcionamento e da manutenção.

Com a concretização deste projecto, a instituição passará a dispor de condições para acolher cerca de 10.000 estudantes, triplicando a sua capacidade formativa e ampliando significativamente as oportunidades de acesso ao ensino superior para os jovens da província de Malanje e das regiões vizinhas, bem como permitindo a criação de novos cursos ajustados às necessidades do mercado de trabalho.

O campus será dotado de laboratórios modernos, bibliotecas, residências universitárias, centros tecnológicos e espaços de aprendizagem capazes de responder aos padrões contemporâneos do ensino superior.

O Ministro sublinhou ainda que a Universidade Rainha Njinga a Mbande se tem destacado entre as instituições de ensino superior do País, contribuindo de forma relevante para o desenvolvimento científico nacional, possuindo potencial para se afirmar como um centro de excelência, capaz de produzir soluções para os desafios da agricultura, da saúde, da indústria, da gestão dos recursos naturais e do desenvolvimento local.

Segundo Albano Ferreira, o projecto traduz a determinação do Executivo em criar oportunidades para a juventude, reduzir as assimetrias regionais e aproximar o conhecimento das comunidades, garantindo que o progresso alcance todas as províncias do País e reforçando a confiança no futuro da Nação.

“Esta obra afirmar-se-á, certamente, como um marco do investimento público no ensino superior, na ciência e na formação de quadros, constituindo um legado duradouro ao serviço do desenvolvimento nacional. O seu impacto reflectir-se-á nas novas gerações de profissionais, investigadores e líderes, dotados das competências necessárias para impulsionar a transformação económica e promover o desenvolvimento sustentável de Angola”, afirmou.

Por sua vez, o Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico da Província de Malanje, Franco Mufinda, em representação do Governador Provincial, Marcos Alexandre Nhunga, afirmou, na sua intervenção que “a província de Malanje não ficou de fora do programa de desenvolvimento estratégico do Estado Angolano”.

Franco Mufinda destacou que a província aposta fortemente na educação, ciência, tecnologia e inovação como pilares fundamentais para a formação de quadros nacionais, capazes de enfrentar o futuro com confiança, segurança e autonomia.

Referindo-se à designação da instituição, salientou o simbolismo histórico da Rainha Njinga a Mbande, figura marcante da História de Angola, que representa valores como sabedoria, resiliência, resistência e identidade nacional, acrescentando que a escolha do nome reforça a relevância e o significado da futura infraestrutura.

O Vice-Governador considerou igualmente que o projecto contribuirá para a promoção da justiça social, ampliando o acesso dos cidadãos ao ensino superior e criando oportunidades de desenvolvimento humano e profissional.

No plano económico, destacou que a execução da obra permitirá a criação de postos de trabalho, dinamizará a actividade económica local e incentivará a investigação científica, atraindo mais investigadores e promovendo o desenvolvimento da província.

Acrescentou ainda que a proximidade da instituição às comunidades contribuirá para aumentar o interesse dos jovens pelo ensino superior e impulsionar o desenvolvimento sustentável da região e do País.

Foi assinado um auto de consignação entre o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e a empresa construtora Mercons Engenharia e Construção Civil, S.A.

Assistiram ao acto de lançamento da primeira pedra para a construção do Campus Universitário da Universidade Rainha Njinga a Mbande o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira; o Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico, Franco Mufinda; o Vice-Governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Duarte Ginga; o Reitor da Universidade Rainha Njinga a Mbande, Eduardo Ekundi Valentim; o Secretário-Geral do MESCTI, Adriano Mangovo; o Director do GEPE, Lokonda Bau Nzuzi; a Directora do GTICI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; a Directora Adjunta do Gabinete do Ministro, Alcina Teca Sala; bem como autoridades civis, militares, políticas, religiosas e tradicionais, entre outros convidados.

Fonte: MESCTI
Governo 25-05-2026
MESCTI realiza visita à Escola Superior de Hotelaria e Turismo da UAN com os Ministros do Turismo e do MAPTESS

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), Albano Vicente Lopes Ferreira, acompanhado pelo Ministro do Turismo (MINTUR), Márcio Daniel, e pela Directora do Instituto Nacional de Qualificações do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS), Edgarda do Sacramento Neto, em representação da Ministra Teresa Dias, efectuou, na manhã desta segunda-feira, 25 de Maio, uma visita institucional às instalações da Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHOTUR) da Universidade Agostinho Neto (UAN), na Centralidade do Kilamba.

A visita teve como objectivo reforçar a aproximação institucional entre a Universidade Agostinho Neto e os Departamentos Ministeriais envolvidos, bem como promover o diálogo em torno de possíveis mecanismos de cooperação destinados ao fortalecimento da componente prática da formação ministrada pela ESHOTUR.

Durante a jornada, a delegação efectuou uma visita guiada às principais infraestruturas da instituição, com destaque para os futuros laboratórios, laboratório de informática, biblioteca, anfiteatro e salas de aula.

Na ocasião, o Director da ESHOTUR, Miguel Fernando, apresentou o enquadramento institucional da Escola Superior de Hotelaria e Turismo, abordando a missão da instituição, a oferta formativa, os principais desafios e as necessidades infraestruturais.

Segundo o responsável, “a ESHOTUR é uma Unidade Orgânica da Universidade Agostinho Neto, cuja missão é formar quadros qualificados, promover a investigação científica e a extensão universitária, contribuindo para o desenvolvimento do sector hoteleiro e turístico em Angola”. Acrescentou ainda que a instituição foi criada ao abrigo do Decreto n.º 7/09, de 12 de Maio.

Após a apresentação, decorreu um momento de diálogo e troca de impressões sobre mecanismos de cooperação institucional e apoio à componente prática da formação académica. A visita terminou com a assinatura do Livro de Honra.

Falando à imprensa no final da visita, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, destacou a importância do alinhamento entre o ensino superior e as necessidades do mercado de trabalho.

“O ensino superior tem de responder aos desafios do desenvolvimento dos mais variados sectores, formando profissionais altamente qualificados para a diversificação da economia e para a prosperidade do nosso país. O Executivo está a desenvolver várias iniciativas estratégicas e, neste contexto, o Ministério do Turismo tem projectos estruturantes que exigem uma resposta adequada das instituições de ensino superior, sobretudo ao nível da formação de excelência.

Este diálogo e esta interacção permitem não apenas optimizar recursos, mas também assegurar uma integração efectiva entre a formação ministrada no ensino superior e as reais necessidades do mercado de trabalho. Trouxemos igualmente para este processo o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, com vista ao alinhamento entre o ensino superior e a formação técnico-profissional.

Pensamos que há muito a ganhar com esta interacção, que já vem sendo desenvolvida entre a Escola Superior de Hotelaria e Turismo da Universidade Agostinho Neto e os sectores envolvidos. O encontro de hoje serviu para consolidar e integrar iniciativas actualmente em curso. Verificámos igualmente o elevado interesse e motivação dos jovens que frequentam esta formação, o que é fundamental para a valorização do papel desta instituição no desenvolvimento do país”, afirmou.

Por sua vez, o Ministro do Turismo, Márcio Daniel, sublinhou a importância da criação de centros de excelência para a formação turística em Angola.

“A principal mensagem que resulta desta visita é a necessidade de Angola criar centros e ambientes adequados para a formação turística especializada. Identificámos esta escola como uma instituição com elevado potencial para cumprir este propósito.

Neste sentido, estamos a trabalhar para que, no âmbito da concepção do hotel do INFOTUR, localizado igualmente na Centralidade do Kilamba, sejam estabelecidas parcerias com cadeias hoteleiras internacionais interessadas em criar centros de excelência em formação mais completo e alinhado com as exigências do mercado.

Paralelamente, o Orçamento Geral do Estado para o exercício económico de 2026 prevê a construção de mais três centros de excelência turística, no quadro de parcerias público-privadas. Estas infraestruturas permitirão não apenas aumentar a oferta em hospitalidade, mas também criar condições para a formação prática dos jovens angolanos.

O turismo é um sector intensivo em mão-de-obra e com elevada capacidade de geração de emprego. Em poucos meses é possível formar técnicos qualificados para diversas áreas, como hotelaria, restauração e serviços turísticos.

Por isso, a articulação entre os Ministérios do Turismo, do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação e do MAPTESS é fundamental para responder às necessidades actuais de formação da juventude angolana.

Participaram nesta visita institucional o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira; o Ministro do Turismo, Márcio Daniel; a Directora do Instituto Nacional de Qualificações do MAPTESS, Edgarda do Sacramento Neto, em representação da Ministra do MAPTESS; o Director do GEPE do MESCTI, Lukonda Bau Nzuzi; o Director Nacional para o Ensino Superior, José Luís; a Directora do GTICI do MESCTI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; o Magnífico Reitor da Universidade Agostinho Neto, Pedro Magalhães; o Director da ESHOTUR, Miguel Fernando; bem como funcionários seniores do Ministério do Turismo e funcionários da Universidade Agostinho Neto.

Fonte: MESCTI
Governo 22-05-2026
MESCTI Participa na Cerimónia de Reinício das Obras de Construção da Universidade 11 de Novembro

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, participou, na manhã desta quinta-feira, 21 de Maio, na cerimónia de reinício das obras de construção da Universidade 11 de Novembro, na província de Cabinda.

Na sua intervenção, o Ministro afirmou que “hoje assinalamos o reinício das obras da Universidade Onze de Novembro. Como é do conhecimento de todos, o ensino superior constitui um dos pilares estratégicos do Plano de Desenvolvimento Nacional e da visão do Executivo para a diversificação económica, a inovação e a formação de quadros altamente qualificados”.

Segundo o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, Cabinda, pelo seu potencial humano, económico e geoestratégico, bem como pelo conjunto de investimentos em curso e pelos desafios do futuro, merece uma instituição universitária moderna, funcional e capaz de responder às necessidades reais da província e do país.

Para o Ministro, com as infraestruturas que hoje se reerguem, cria-se um espaço de maior dignidade, ciência, criatividade, empreendedorismo e construção de soluções para os desafios locais aos quais a Universidade Onze de Novembro deve responder, desde a economia azul ao ambiente, da saúde às engenharias e tecnologias, bem como da governação ao desenvolvimento comunitário.

“O concluír das obras deste campus permitirá aumentar a capacidade de acolhimento de estudantes dos actuais 7 mil para 10 mil, havendo ainda espaço para crescimento modular”, afirmou Albano Ferreira. Acrescentou que, com infraestruturas dignas, docentes qualificados, laboratórios equipados e condições de aprendizagem que estimulem a excelência, a juventude encontrará nesta instituição a oportunidade de desenvolver plenamente o seu talento académico, transformando a universidade num verdadeiro motor de desenvolvimento económico, social e cultural.

Segundo o Ministro, o reinício destas obras resulta de um processo de avaliação técnica, reorganização contratual e reprogramação financeira conduzido pelo Executivo, com vista a garantir que esta infraestruturas académica avance com qualidade, previsibilidade e impacto mensurável, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.

O projecto foi submetido a uma análise detalhada de engenharia, conformidade legal e viabilidade orçamental, permitindo corrigir constrangimentos acumulados e estabelecer um novo quadro de execução. De acordo com o Ministro, a iniciativa responde igualmente à exigência de qualidade defendida pelo Presidente da República, João Lourenço, que estabeleceu como uma das prioridades do actual mandato a construção de infraestruturas para o ensino superior, a par de outros programas estruturantes em execução pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

Por último, Albano Ferreira agradeceu às equipas técnicas, aos empreiteiros, à fiscalização, ao Governo Provincial de Cabinda, às autoridades locais, à Universidade Onze de Novembro e a todos os que contribuíram para que este momento fosse possível.

“O projecto avança agora com um modelo de acompanhamento técnico que integra o MESCTI, o Governo Provincial, as instituições académicas e as entidades fiscalizadoras. Contudo, o melhor fiscal será sempre a comunidade local”, sublinhou o Ministro.

Por sua vez, a Governadora da Província de Cabinda, Suzana Fernanda Pemba Massiala de Abreu, afirmou, na sua intervenção de boas-vindas, que o reinício desta obra “não representa apenas um acto administrativo ou de engenharia, mas sobretudo um gesto de confiança no futuro e a materialização de um compromisso com milhares de jovens que sonham com uma formação de qualidade e melhores oportunidades de vida”.

Segundo a Governadora Provincial, o Campus Universitário do Caio será um espaço onde o conhecimento se transformará em progresso e onde a juventude encontrará instrumentos para construir o seu próprio destino e contribuir activamente para o desenvolvimento do país.

A Governadora referiu ainda que Cabinda possui enormes potencialidades humanas e económicas, mas que apenas através da educação, da ciência e da qualificação dos recursos humanos será possível converter essas potencialidades em desenvolvimento sustentável, inovação e prosperidade.

Para Suzana Abreu, o momento vivido “é mais do que uma simples cerimónia. É um reencontro com a esperança, com o futuro e com a responsabilidade colectiva de todos nós em garantir que estas obras sejam efectivamente concluídas”. Acrescentou que Cabinda se sente honrada por acolher um acto de grande relevância nacional e reafirma o seu compromisso em continuar a trabalhar na construção de uma província mais moderna, inclusiva e voltada para o conhecimento.

As obras foram apresentadas pelas técnicas Conceição Muculo e Maura Casemiro, do Grupo Soapro, empresa responsável pela fiscalização da empreitada.

Testemunharam a cerimónia, por parte do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Secretário Geral, Adriano Mangovo; o Director do GEPE, Lukonda Bau Nzuzi; a Directora do GTICI, Ducialina Bravo da Rosa Olim; a Directora Adjunta do Gabinete do Ministro, Alcina Teca Sala; e o Chefe de Protocolo, Acácio de Sousa.

A província de Cabinda esteve representada pela Governadora Suzana de Abreu; pelos Vice-Governadores para o Sector Político e Social, José Cumbo, e para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Juliano Niongue; pelo Magnífico Reitor da Universidade 11 de Novembro, Kianvu Tamo; pelo Presidente do ISCED de Cabinda, Domingos Nzau; além de autoridades provinciais e locais, docentes, estudantes e convidados.

Fonte: MESCTI
Governo 18-05-2026
MESCTI Apresenta AngoREN de Transformação Digital do Ensino Superior em Benguela

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), no âmbito do Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), realizou, na manhã desta quarta-feira, 13 de Maio, numa das salas de conferências do Hotel Flow, na cidade de Ombaka, província de Benguela, o Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior.

O evento visou divulgar o Projecto AngoREN junto da classe executiva do Estado, da comunidade académica e científica, das empresas de telecomunicações e tecnologias, bem como da sociedade em geral. Com esta iniciativa, pretende-se reforçar a relevância estratégica do projecto para o desenvolvimento nacional, promovendo, simultaneamente, a integração de Angola no ecossistema global de investigação e educação.

O discurso de abertura oficial do Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior, na província de Benguela, foi proferido pelo Director Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar Bernardo Tomé da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

Na sua intervenção, o Director Nacional para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva, afirmou:

“É com elevado e profundo sentido de responsabilidade que, em representação do Ministro, intervenho neste evento para manifestar o compromisso deste Departamento Ministerial com a melhoria dos processos e mecanismos inerentes à qualidade do ensino, investigação, ciência, tecnologia e inovação nas Instituições de Ensino Superior (IES) e Instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do País.”

Segundo o Director Nacional, este Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior reveste-se de grande importância pelos resultados que se esperam da sua implementação.

“O mundo atravessa uma transformação impulsionada pelas tecnologias digitais”, afirmou o Director Nacional para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva.

Sublinhou que a AngoREN não é apenas uma rede técnica, mas representa uma plataforma nacional de colaboração científica, de partilha de conhecimento e de integração das instituições angolanas nas redes académicas internacionais. Acrescentou que a rede facilitará o ensino digital, a investigação colaborativa, o alojamento e o acesso a repositórios científicos, os serviços académicos avançados e a inovação.

Ao mesmo tempo, permitirá aproximar as instituições de ensino e investigação das melhores práticas internacionais e reduzir as assimetrias territoriais no acesso ao conhecimento e à ciência. Para além da conectividade, a AngoREN será igualmente uma rede de oportunidades para as futuras gerações.

Segundo Amílcar da Silva, a partilha de experiências internacionais neste evento confirma que as Redes Nacionais de Ensino e Investigação podem transformar profundamente os sistemas de ensino superior, daí a necessidade de aprender com a experiência dos parceiros.

Destacou igualmente a participação das empresas de telecomunicações e tecnologia provedoras de redes de conectividade para o sucesso deste projecto.

Para o Director Nacional, a transformação digital do ensino superior exige uma forte articulação entre o Governo, as IES, as II&D, os operadores de telecomunicações, o sector energético, os parceiros tecnológicos e a comunidade científica. O envolvimento do mercado é fundamental para assegurar a sustentabilidade, a inovação, a qualidade técnica e a expansão da conectividade.

Por último, afirmou que a transformação digital não se resume à tecnologia. Significa melhorar a qualidade do ensino, democratizar o acesso ao conhecimento, reforçar a investigação, aumentar a eficiência institucional e preparar as futuras gerações para os desafios do século XXI.

“Estou convencido de que este evento produzirá resultados concretos e contribuirá decisivamente para acelerar a implementação da AngoREN e a consequente transformação digital do ensino superior.”

Por sua vez, o discurso de boas-vindas foi proferido pelo Gestor Adjunto do Projecto TEST, Roger Mafua, que começou por saudar os participantes neste acto de apresentação da AngoREN, descrita como:

“Uma infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar as instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos, factor decisivo para a melhoria da qualidade do ensino, o incremento da investigação científica e a integração de Angola nas redes internacionais de conhecimento.”

Roger Mafua aproveitou igualmente a ocasião para destacar que o Projecto TEST — Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia — constitui:

“Uma iniciativa estratégica do Governo de Angola, co-financiada pelo Banco Mundial, através do BIRD, com 150 milhões de dólares norte-americanos, e pela Parceria Global para a Educação (GPE), com 50 milhões de dólares.”

Segundo explicou, o projecto visa fortalecer a qualidade e a relevância do ensino superior, especialmente nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), promover a empregabilidade e incentivar a ligação entre as universidades e o sector produtivo, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com o Plano Sectorial do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação 2023-2027.

O evento contou com a apresentação de três painéis. O primeiro, subordinado ao tema “Visão Nacional da Transformação Digital”, foi apresentado pelo engenheiro António Paraíso, consultor do Projecto TEST. Durante a sua abordagem, foram apresentados o diagnóstico de prontidão digital das instituições públicas de ensino superior, a comparação com referências internacionais e o Roteiro Executivo de Transformação Digital.

O segundo painel incidiu sobre a apresentação do Projecto AngoREN, descrito como a infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos. A apresentação esteve a cargo do engenheiro Olindo Matos, membro da Comissão Instaladora da AngoREN.

O terceiro painel, dedicado às experiências internacionais em redes académicas e de investigação, contou com diversas intervenções, nomeadamente sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Brasil, apresentada pelo engenheiro António Nunes, director de serviços da RNP; a experiência da Rede Nacional de Ensino e Investigação da Zâmbia (ZamREN), apresentada por Stein Mkandawire, CEO da ZamREN; a visão global da Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola; a malha de fibra óptica da RNP como backbone estratégico, apresentada pelo engenheiro Eduardo Grizendi, director de operações da RNP; e o EtherNET como suporte dos sistemas académicos e repositórios abertos, apresentado pelo engenheiro Basiliyos Betru, director de operações.

Foi ainda apresentada uma comunicação subordinada ao tema “Governança de uma EREN e o Caso da RNP”, pela Doutora Pilar de Almeida, gerente de contratualização da RNP.

Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Experiências, Desafios e Caminhos para Angola”, moderada pelo Doutor Ngombo Armando, tendo o evento encerrado com uma sessão de engajamento do mercado.

Segundo o engenheiro Olindo Matos, da Comissão Instaladora da AngoREN, na sua apresentação explicou que, numa primeira fase, serão implementados três PoPs (Pontos de Presença) a nível nacional: dois em Luanda e um na província de Benguela.

Segundo explicou, o principal PoP ficará instalado no Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), onde se encontra o Parque Tecnológico Nacional, conectando-se aos outros dois PoPs, localizados no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto, no Camama, e no Instituto Superior Politécnico de Benguela, no município da Catumbela.

O PoP principal do CNIC assegurará a conectividade das instituições de ensino superior localizadas na baixa de Luanda, incluindo instituições das províncias do Bengo, Zaire e Cabinda. O PoP do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto irá conectar instituições de ensino superior e investigação das províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico.

Já o PoP de Benguela garantirá a conectividade das províncias do centro e sul do País, funcionando em regime de redundância, permitindo que, caso um dos pontos apresente falhas, os restantes assegurem a continuidade dos serviços.
Olindo Matos explicou ainda que os PoPs funcionam como mini-centros de dados destinados a garantir a continuidade da conectividade académica e científica.

Nesta primeira fase de implementação do projecto beneficiarão 11 instituições públicas de ensino superior, entre as quais: na província de Luanda, a Universidade Agostinho Neto (UAN), a Universidade de Luanda (UniLuanda) e o Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED); na província do Uíge, a Universidade Kimpa Vita; na província de Benguela, a Universidade Katyavala Bwila (UKB) e o Instituto Superior de Ciências da Educação de Benguela (ISCED-Benguela); na província da Huíla, a Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) e o Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla (ISCED-Huíla); na província do Namibe, a Universidade do Namibe (UNINBE); na província de Malanje, a Universidade Rainha Njinga a Mbande (URMN); e, na província do Huambo, a Universidade José Eduardo dos Santos (UJES).

Participaram neste Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital o Director Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação; membros do Governo da Província de Benguela, com particular realce para o Director Provincial da Educação, Adelino Lopes; o Magnífico Reitor da Universidade Katyavala Bwila, José Calelessa; o Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas; representantes das empresas de telecomunicações e tecnologias de informação; Magníficos Reitores das Instituições de Ensino Superior; Directores Nacionais e equiparados do MESCTI; parceiros internacionais da RNP-Brasil, ZamREN-Zâmbia, EtherNET-Etiópia e Banco Mundial; consultores do Projecto TEST; bem como membros da Comissão Instaladora da AngoREN.

Fonte: MESCTI

mescti.gov.ao Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Albano Vicente Lopes Ferreira



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