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Governo 18-05-2026
MESCTI Apresenta AngoREN de Transformação Digital do Ensino Superior em Benguela

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), no âmbito do Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), realizou, na manhã desta quarta-feira, 13 de Maio, numa das salas de conferências do Hotel Flow, na cidade de Ombaka, província de Benguela, o Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior.

O evento visou divulgar o Projecto AngoREN junto da classe executiva do Estado, da comunidade académica e científica, das empresas de telecomunicações e tecnologias, bem como da sociedade em geral. Com esta iniciativa, pretende-se reforçar a relevância estratégica do projecto para o desenvolvimento nacional, promovendo, simultaneamente, a integração de Angola no ecossistema global de investigação e educação.

O discurso de abertura oficial do Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior, na província de Benguela, foi proferido pelo Director Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar Bernardo Tomé da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

Na sua intervenção, o Director Nacional para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva, afirmou:

“É com elevado e profundo sentido de responsabilidade que, em representação do Ministro, intervenho neste evento para manifestar o compromisso deste Departamento Ministerial com a melhoria dos processos e mecanismos inerentes à qualidade do ensino, investigação, ciência, tecnologia e inovação nas Instituições de Ensino Superior (IES) e Instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do País.”

Segundo o Director Nacional, este Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior reveste-se de grande importância pelos resultados que se esperam da sua implementação.

“O mundo atravessa uma transformação impulsionada pelas tecnologias digitais”, afirmou o Director Nacional para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva.

Sublinhou que a AngoREN não é apenas uma rede técnica, mas representa uma plataforma nacional de colaboração científica, de partilha de conhecimento e de integração das instituições angolanas nas redes académicas internacionais. Acrescentou que a rede facilitará o ensino digital, a investigação colaborativa, o alojamento e o acesso a repositórios científicos, os serviços académicos avançados e a inovação.

Ao mesmo tempo, permitirá aproximar as instituições de ensino e investigação das melhores práticas internacionais e reduzir as assimetrias territoriais no acesso ao conhecimento e à ciência. Para além da conectividade, a AngoREN será igualmente uma rede de oportunidades para as futuras gerações.

Segundo Amílcar da Silva, a partilha de experiências internacionais neste evento confirma que as Redes Nacionais de Ensino e Investigação podem transformar profundamente os sistemas de ensino superior, daí a necessidade de aprender com a experiência dos parceiros.

Destacou igualmente a participação das empresas de telecomunicações e tecnologia provedoras de redes de conectividade para o sucesso deste projecto.

Para o Director Nacional, a transformação digital do ensino superior exige uma forte articulação entre o Governo, as IES, as II&D, os operadores de telecomunicações, o sector energético, os parceiros tecnológicos e a comunidade científica. O envolvimento do mercado é fundamental para assegurar a sustentabilidade, a inovação, a qualidade técnica e a expansão da conectividade.

Por último, afirmou que a transformação digital não se resume à tecnologia. Significa melhorar a qualidade do ensino, democratizar o acesso ao conhecimento, reforçar a investigação, aumentar a eficiência institucional e preparar as futuras gerações para os desafios do século XXI.

“Estou convencido de que este evento produzirá resultados concretos e contribuirá decisivamente para acelerar a implementação da AngoREN e a consequente transformação digital do ensino superior.”

Por sua vez, o discurso de boas-vindas foi proferido pelo Gestor Adjunto do Projecto TEST, Roger Mafua, que começou por saudar os participantes neste acto de apresentação da AngoREN, descrita como:

“Uma infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar as instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos, factor decisivo para a melhoria da qualidade do ensino, o incremento da investigação científica e a integração de Angola nas redes internacionais de conhecimento.”

Roger Mafua aproveitou igualmente a ocasião para destacar que o Projecto TEST — Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia — constitui:

“Uma iniciativa estratégica do Governo de Angola, co-financiada pelo Banco Mundial, através do BIRD, com 150 milhões de dólares norte-americanos, e pela Parceria Global para a Educação (GPE), com 50 milhões de dólares.”

Segundo explicou, o projecto visa fortalecer a qualidade e a relevância do ensino superior, especialmente nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), promover a empregabilidade e incentivar a ligação entre as universidades e o sector produtivo, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com o Plano Sectorial do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação 2023-2027.

O evento contou com a apresentação de três painéis. O primeiro, subordinado ao tema “Visão Nacional da Transformação Digital”, foi apresentado pelo engenheiro António Paraíso, consultor do Projecto TEST. Durante a sua abordagem, foram apresentados o diagnóstico de prontidão digital das instituições públicas de ensino superior, a comparação com referências internacionais e o Roteiro Executivo de Transformação Digital.

O segundo painel incidiu sobre a apresentação do Projecto AngoREN, descrito como a infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos. A apresentação esteve a cargo do engenheiro Olindo Matos, membro da Comissão Instaladora da AngoREN.

O terceiro painel, dedicado às experiências internacionais em redes académicas e de investigação, contou com diversas intervenções, nomeadamente sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Brasil, apresentada pelo engenheiro António Nunes, director de serviços da RNP; a experiência da Rede Nacional de Ensino e Investigação da Zâmbia (ZamREN), apresentada por Stein Mkandawire, CEO da ZamREN; a visão global da Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola; a malha de fibra óptica da RNP como backbone estratégico, apresentada pelo engenheiro Eduardo Grizendi, director de operações da RNP; e o EtherNET como suporte dos sistemas académicos e repositórios abertos, apresentado pelo engenheiro Basiliyos Betru, director de operações.

Foi ainda apresentada uma comunicação subordinada ao tema “Governança de uma EREN e o Caso da RNP”, pela Doutora Pilar de Almeida, gerente de contratualização da RNP.

Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Experiências, Desafios e Caminhos para Angola”, moderada pelo Doutor Ngombo Armando, tendo o evento encerrado com uma sessão de engajamento do mercado.

Segundo o engenheiro Olindo Matos, da Comissão Instaladora da AngoREN, na sua apresentação explicou que, numa primeira fase, serão implementados três PoPs (Pontos de Presença) a nível nacional: dois em Luanda e um na província de Benguela.

Segundo explicou, o principal PoP ficará instalado no Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), onde se encontra o Parque Tecnológico Nacional, conectando-se aos outros dois PoPs, localizados no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto, no Camama, e no Instituto Superior Politécnico de Benguela, no município da Catumbela.

O PoP principal do CNIC assegurará a conectividade das instituições de ensino superior localizadas na baixa de Luanda, incluindo instituições das províncias do Bengo, Zaire e Cabinda. O PoP do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto irá conectar instituições de ensino superior e investigação das províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico.

Já o PoP de Benguela garantirá a conectividade das províncias do centro e sul do País, funcionando em regime de redundância, permitindo que, caso um dos pontos apresente falhas, os restantes assegurem a continuidade dos serviços.
Olindo Matos explicou ainda que os PoPs funcionam como mini-centros de dados destinados a garantir a continuidade da conectividade académica e científica.

Nesta primeira fase de implementação do projecto beneficiarão 11 instituições públicas de ensino superior, entre as quais: na província de Luanda, a Universidade Agostinho Neto (UAN), a Universidade de Luanda (UniLuanda) e o Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED); na província do Uíge, a Universidade Kimpa Vita; na província de Benguela, a Universidade Katyavala Bwila (UKB) e o Instituto Superior de Ciências da Educação de Benguela (ISCED-Benguela); na província da Huíla, a Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) e o Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla (ISCED-Huíla); na província do Namibe, a Universidade do Namibe (UNINBE); na província de Malanje, a Universidade Rainha Njinga a Mbande (URMN); e, na província do Huambo, a Universidade José Eduardo dos Santos (UJES).

Participaram neste Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital o Director Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amílcar da Silva, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação; membros do Governo da Província de Benguela, com particular realce para o Director Provincial da Educação, Adelino Lopes; o Magnífico Reitor da Universidade Katyavala Bwila, José Calelessa; o Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas; representantes das empresas de telecomunicações e tecnologias de informação; Magníficos Reitores das Instituições de Ensino Superior; Directores Nacionais e equiparados do MESCTI; parceiros internacionais da RNP-Brasil, ZamREN-Zâmbia, EtherNET-Etiópia e Banco Mundial; consultores do Projecto TEST; bem como membros da Comissão Instaladora da AngoREN.

Fonte: MESCTI
Governo 18-05-2026
MESCTI realiza Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), no âmbito do Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), realizou, na manhã desta segunda-feira, 11 de Maio, numa das salas de eventos do Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), o Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior.

O evento visou divulgar o Projecto AngoREN junto da classe Executiva do Estado, da comunidade académica e científica, das empresas de telecomunicações e tecnologias, bem como da sociedade em geral. Com esta iniciativa, pretende-se reforçar a relevância estratégica do projecto para o desenvolvimento nacional, promovendo, simultaneamente, a integração de Angola no ecossistema global de investigação e educação.

O discurso de abertura oficial do Roadshow Nacional de Apresentação do Projecto AngoREN e do Roteiro Executivo de Transformação Digital do Ensino Superior foi proferido pela Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

Na sua intervenção, a Secretária de Estado afirmou que o mundo vive uma profunda transformação impulsionada pelas tecnologias digitais e sublinhou que, actualmente, a conectividade académica constitui uma infra-estrutura estratégica para o desenvolvimento científico, tecnológico e económico das nações.

Segundo Alice de Ceita e Almeida, “as instituições de ensino superior que não estiverem interligadas aos ecossistemas digitais globais enfrentarão maiores dificuldades para produzir investigação competitiva, colaborar internacionalmente e responder às exigências da economia do conhecimento”.

Neste contexto, o Governo de Angola, através do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, tem vindo a implementar iniciativas estruturantes orientadas para a modernização do sector, com destaque para o Projecto TEST, financiado com o apoio do Banco Mundial e da Parceria Global para a Educação.
A Secretária de Estado referiu ainda que o Projecto TEST constitui “um importante instrumento de modernização do ensino superior angolano”.

“Temos hoje uma oportunidade histórica para construir uma nova geração de infra-estruturas académicas digitais”, afirmou Alice de Ceita e Almeida. Acrescentou igualmente que “é neste enquadramento que o Governo de Angola avança na implementação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN), um projecto estruturante alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2023-2027”.

Segundo a Secretária de Estado, a AngoREN representa uma plataforma nacional de colaboração científica, integração académica e promoção da investigação, da inovação e do ensino digital, constituindo, acima de tudo, “uma rede de oportunidades para as futuras gerações de Angola”.

Por último, destacou a importância da participação das empresas de telecomunicações e tecnologia presentes no Roadshow, sublinhando que o envolvimento do mercado será fundamental para assegurar a sustentabilidade, a qualidade técnica e a expansão da conectividade académica no País.

A responsável afirmou igualmente que a transformação digital “não se resume à tecnologia”, significando antes “melhorar a qualidade do ensino, democratizar o acesso ao conhecimento, reforçar a investigação e preparar as futuras gerações para os desafios do século XXI”. Acrescentou ainda que “o futuro do ensino superior será inevitavelmente mais digital, integrado e colaborativo”.

Por sua vez, o discurso de boas-vindas foi proferido pelo Gestor Adjunto do Projecto TEST, Roger Mafua, que começou por dar as boas-vindas aos participantes neste acto de apresentação da AngoREN, descrita como “uma infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar as instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos, factor decisivo para a melhoria da qualidade do ensino, o incremento da investigação científica e a integração de Angola nas redes internacionais de conhecimento”.

Roger Mafua aproveitou igualmente a ocasião para destacar que o Projecto TEST — Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia — constitui “uma iniciativa estratégica do Governo de Angola, co-financiada pelo Banco Mundial, através do BIRD, com 150 milhões de dólares norte-americanos, e pela Parceria Global para a Educação (GPE), com 50 milhões de dólares”.

Segundo explicou, o projecto visa fortalecer a qualidade e a relevância do ensino superior, especialmente nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), promover a empregabilidade e incentivar a ligação entre as universidades e o sector produtivo, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com o Plano Sectorial do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação 2023-2027.

O evento contou com a apresentação de três painéis. O primeiro, subordinado ao tema “Visão Nacional da Transformação Digital”, foi apresentado pelo engenheiro António Paraíso, consultor do Projecto TEST. Durante a sua abordagem, foram apresentados o diagnóstico de prontidão digital das instituições públicas de ensino superior, a comparação com referências internacionais e o Roteiro Executivo de Transformação Digital.
Neste mesmo painel foi igualmente apresentado um caso internacional sobre a experiência de universidade digitalizada, pela Universidade Aberta de Portugal, através da Magnífica Reitora, Professora Doutora Carla Padrel de Oliveira.

O segundo painel incidiu sobre a apresentação do Projecto AngoREN, descrito como a infra-estrutura digital estruturante que permitirá interligar instituições de ensino superior, centros de investigação e instituições públicas, reforçando a conectividade académica e promovendo o acesso a recursos científicos. A apresentação esteve a cargo do engenheiro Olindo Matos, membro da Comissão Instaladora da AngoREN.

O terceiro painel, dedicado às experiências internacionais em redes académicas e de investigação, contou com diversas intervenções, nomeadamente sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Brasil, apresentada pelo engenheiro António Nunes, director de serviços da RNP; a experiência da Rede Nacional de Ensino e Investigação da Zâmbia (ZamREN), apresentada por Stein Mkandawire, CEO da ZamREN; a visão global da Rede Nacional de Transporte de Electricidade de Angola; a malha de fibra óptica da RNP como backbone estratégico, apresentada pelo engenheiro Eduardo Grizendi, director de operações da RNP; e o EtherNET como suporte dos sistemas académicos e repositórios abertos, apresentado pelo engenheiro Basiliyos Betru, director de operações.
Foi ainda apresentada uma comunicação subordinada ao tema “Governança de uma EREN e o caso da RNP”, pela Doutora Pilar de Almeida, gerente de contratualização da RNP.
Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Experiências, Desafios e Caminhos para Angola”, moderada pelo Doutor Ngombo Armando, tendo o evento encerrado com uma sessão de engajamento do mercado.

Em declarações à imprensa, o engenheiro Olindo Matos, da Comissão Instaladora da AngoREN, explicou que, numa primeira fase, serão implementados três PoPs (Pontos de Presença) a nível nacional: dois em Luanda e um na província de Benguela.

Segundo explicou, o principal PoP ficará instalado no Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), onde se encontra o Parque Tecnológico Nacional, conectando-se aos outros dois PoPs, localizados no Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto, no Camama, e no Instituto Superior Politécnico de Benguela, no município da Catumbela.

O PoP principal do CNIC assegurará a conectividade das instituições de ensino superior localizadas na baixa de Luanda, incluindo instituições das províncias do Bengo, Zaire e Cabinda. O PoP do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto irá conectar instituições de ensino superior e investigação das províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico.

Já o PoP de Benguela garantirá a conectividade das províncias do centro e sul do País, funcionando em regime de redundância, permitindo que, caso um dos pontos apresente falhas, os restantes assegurem a continuidade dos serviços.

Olindo Matos explicou ainda que os PoPs funcionam como mini centros de dados destinados a garantir a continuidade da conectividade académica e científica.

Nesta primeira fase, beneficiarão do projecto instituições públicas de ensino superior das províncias de Luanda, Uíge, Malanje, Huambo, Benguela, Huíla e Namibe, incluindo a Universidade Agostinho Neto, Universidade de Luanda, ISCED de Luanda, Universidade Kimpa Vita, Universidade Rainha Njinga a Mbande, Universidade José Eduardo dos Santos, Universidade Katyavala Bwila, Instituto Superior Politécnico de Benguela, Universidade Mandume Ya Ndemufayo, ISCED da Huíla e Universidade do Namibe.

Participaram neste Roadshow Nacional de Apresentação da Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola (AngoREN) e do Roteiro Executivo de Transformação Digital a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação; o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva; Membros do Executivo; a Magnífica Reitora da Universidade Aberta de Portugal, Carla Padrel de Oliveira; Magníficos Reitores das Instituições de Ensino Superior; Directores Nacionais e Equiparados do MESCTI; Presidentes dos Conselhos de Administração e representantes de Empresas de Telecomunicações e Tecnologias; parceiros internacionais da RNP-Brasil, ZamREN-Zâmbia, EtherNET-Etiópia e Banco Mundial; consultores do Projecto TEST; bem como membros da Comissão Instaladora da AngoREN.

Fonte: MESCTI
Governo 04-05-2026
MESCTI Apresenta Anuário Estatístico do Ensino Superior

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) procedeu, esta quinta-feira, à apresentação oficial dos Anuários Estatísticos do Ensino Superior referentes aos anos académicos 2021-2022, 2022-2023 e 2023-2024.

A cerimónia teve lugar no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) e foi presidida pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

O evento teve como objectivo disponibilizar informação estatística actualizada sobre o sector, reforçando a sua utilização como instrumento de apoio à formulação, monitorização e avaliação de políticas públicas.

Na sua intervenção, o Ministro destacou que os Anuários Estatísticos e o Boletim Estatístico constituem ferramentas essenciais para o acompanhamento da evolução do ensino superior em Angola, permitindo identificar tendências, avaliar o desempenho institucional e apoiar a tomada de decisões baseada em evidência.

Durante a sessão, foram igualmente apresentados os resultados do Estudo sobre a Eficácia Interna do Ensino Superior, que analisa o desempenho académico dos estudantes com base em indicadores como as taxas de retenção, abandono e conclusão dos cursos.

Entre os principais dados apresentados, destaca-se uma taxa bruta de escolaridade no ensino superior de cerca de 8%, bem como uma taxa de docentes com grau de doutoramento na ordem dos 11%, evidenciando a necessidade de reforço contínuo das políticas de formação, qualificação e desenvolvimento institucional.

O Ministro encorajou as instituições de ensino superior a reforçarem a produção, partilha e utilização de dados estatísticos, sublinhando a sua importância para a melhoria da qualidade, eficiência e transparência do sistema.

A iniciativa enquadra-se nas prioridades estratégicas do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, com enfoque na melhoria da qualidade do ensino superior, no desenvolvimento da investigação científica e na promoção da inovação.

Testemunharam a cerimónia o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira; a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida; o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva; a Secretária de Estado para o Ensino Primário, Soraya Kalongela; o Secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga; directores nacionais e equiparados do MESCTI; magníficos reitores; presidentes e directores-gerais das instituições de ensino superior; e membros das comunidades académicas.

Fonte: MESCTI
Governo 26-04-2026
MESCTI PARTICIPA NO LANÇAMENTO DO CURSO DE DOUTORAMENTO EM AGRICULTURA SEGURANÇA ALIMENTAR E GESTÃO SUSTENTÁEL DE SOLOS DA UJES

O Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira, participou, na manhã desta sexta-feira, 24 de Abril, na cerimónia de lançamento do Curso de Doutoramento em Agricultura, Segurança Alimentar e Gestão Sustentável de Solos da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES), na cidade do Huambo.

O discurso de abertura foi proferido pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, que afirmou estar honrado por testemunhar um dos marcos mais importantes na história do Centro de Ciências e Serviços da África Austral para as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável do Solo (SASSCAL), uma iniciativa conjunta de Angola, Botswana, Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Alemanha, dedicada à investigação científica: a implementação do segundo programa de pós-graduação na região, em Angola, na província do Huambo, e na Universidade José Eduardo dos Santos.

Segundo o Ministro, desde os primórdios da iniciativa SASSCAL ficou evidente que a componente de infra-estruturas de ensino e investigação constitui uma questão de suma importância para assegurar uma melhor coordenação das actividades científicas. Foi neste contexto que o nó nacional do SASSCAL foi estabelecido nesta província, tendo em conta o seu historial e a reconhecida capacidade de impulsionar o sector agrícola no País.

Ainda de acordo com o Ministro, para além da agenda de investigação científica, o SASSCAL prevê a criação de um grupo de cinco programas de pós-graduação (SGSPs) na região, com financiamento do Ministério Federal da Educação e Investigação da Alemanha (BMBF) e de outros parceiros. Estes programas estarão integrados no esforço de construção de centros de excelência temáticos regionais. Assim, os programas de pós-graduação são concebidos como o primeiro passo para a implementação desses centros de excelência, conforme consagrado no novo conceito dos nós nacionais do SASSCAL e no Plano de Desenvolvimento Institucional.

Para o Ministro, é de interesse estratégico que o centro de excelência a ser desenvolvido no Huambo evolua em alinhamento com as prioridades do Plano de Desenvolvimento Nacional, atendendo às necessidades do sector da agricultura e do ensino superior, ciência, tecnologia e inovação. Este esforço, centrado no desenvolvimento de capacidades, permitirá consolidar Angola como referência em segurança alimentar e nutricional e gestão sustentável dos solos, sendo este programa de doutoramento o seu ponto de partida.

Salientou que a estrutura deste programa deve assentar numa abordagem científica sólida e produzir impacto na produção e nas comunidades de Angola e dos países parceiros desta iniciativa. Embora estruturas bem definidas sejam essenciais, a verdadeira excelência académica nasce de processos participativos, orientados pelas necessidades reais, promovendo a inovação, a sustentabilidade e o envolvimento activo.

Reconheceu os desafios existentes, sublinhando, contudo, que “a colaboração internacional será determinante para o sucesso desta iniciativa”.

Segundo o Ministro, os projectos de investigação já em curso em Angola, particularmente no âmbito do SASSCAL 2.0, vão além das fronteiras nacionais e asseguram uma forte componente de cooperação internacional, tanto na supervisão académica como na investigação de campo em toda a região da África Austral.

Acrescentou que estes projectos responderão aos desafios do SASSCAL 3.0 e serão complementados por novas iniciativas impulsionadas pelo doutoramento agora lançado.

“A agricultura e a gestão sustentável dos solos não são apenas áreas de estudo — são pilares fundamentais para o desenvolvimento rural e para a garantia da segurança alimentar”, afirmou.

O Ministro destacou ainda que este programa de pós-graduação vai muito além da criação de um doutoramento, desempenhando um papel essencial no fortalecimento da capacidade técnica local e regional em agricultura sustentável, no desenvolvimento de soluções científicas para os desafios da segurança alimentar e na construção de uma base de conhecimento que beneficie directamente agricultores, decisores políticos e comunidades.

Manifestou a convicção de que o programa só poderá prosperar através de parcerias sólidas entre instituições de ensino superior, centros de investigação e o alinhamento com a agenda do Executivo, que incentiva uma forte interacção entre a academia e o sector produtivo.
Na ocasião, o Ministro agradeceu e felicitou o Professor Miguel Gabriel e a equipa que integrou, durante 17 anos, o Comité Director do SASSCAL, cujo contributo foi determinante para assegurar a participação activa de Angola na iniciativa, promover o aumento da produção científica nacional e apoiar a formação de docentes e investigadores.

O curso foi autorizado à luz do Decreto Executivo n.º 07/2021, de 5 de Março, e está alinhado com as prioridades nacionais de diversificação económica e com o Plano Nacional de Desenvolvimento (2023–2027), centrando-se no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis que contribuam para o aumento da produtividade agrícola, a melhoria da segurança alimentar e o uso racional dos solos.

O projecto é apoiado pelo Centro de Serviços Científicos da África Austral para as Alterações Climáticas (SASSCAL) e desenvolvido no âmbito de parcerias nacionais e internacionais, com destaque para a Universidade Agostinho Neto (Angola) e a Universidade de Kassel (Alemanha).

O programa tem a duração de quatro anos, sendo o inglês a língua de ensino. Possui uma carga horária total de 3.600 horas, correspondentes a 240 unidades de crédito, conferindo o grau de Doutor em Agronomia.

Tem como objectivos formar investigadores de alto nível nas áreas da agricultura e sustentabilidade; desenvolver soluções para a segurança alimentar e a resiliência climática; reforçar a capacidade científica na região; e apoiar a formulação de políticas agrícolas baseadas em evidência.

Na ocasião, o Ministro, acompanhado pelo Governador da Província do Huambo, Pereira Alfredo, efectuou uma visita guiada às instalações da Faculdade de Ciências Agrárias, conduzida pela Magnífica Reitora da Universidade José Eduardo dos Santos, Virgínia Quartin.

No período da tarde, o Ministro visitou o local destinado às futuras instalações do Centro de Excelência do SASSCAL, as instalações do futuro Instituto Superior do Dondi e o ISCED do Huambo, onde percorreu a sala de estudo especializada para os cursos de graduação em ensino primário e educação de infância, o laboratório de Matemática, o laboratório de línguas, o centro de recursos históricos e a biblioteca central, entre outros espaços. Realizou ainda uma reunião técnica com os membros do Conselho de Direcção.

A cerimónia foi testemunhada pelo Governador da Província do Huambo, Pereira Alfredo; pela Reitora da Universidade José Eduardo dos Santos, Virgínia Quartin; pela Directora Executiva do SASSCAL, Nelago Ndongo; por técnicos seniores do MESCTI; representantes de instituições de ensino superior e de investigação científica; directores de departamentos ministeriais; docentes universitários; membros do SASSCAL; estudantes; e representantes da sociedade civil.

Fonte: MESCTI
Governo 26-04-2026
MESCTI EM PARCERIA COM ASSOCIAÇÕES DE ESTUDANTES REALIZA FEIRA DE OPORTUNIDADES EMPREENDORAS E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DOS JOVENS EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), em parceria com associações de estudantes (UEESA, AIESPA e MINJUA), no âmbito das actividades da “Jornada Abril Jovem”, realiza, hoje, 23 de Abril, e amanhã, 24 de Abril, no Centro de Ciência de Luanda (CCL), a Feira de Oportunidades Empreendedoras e Desenvolvimento de Competências dos Jovens em Ciência, Tecnologia e Inovação.

O evento visa promover a integração dos jovens no ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação; facilitar o acesso a oportunidades de estágio, emprego e iniciativas de empreendedorismo; reforçar a ligação entre instituições de ensino superior, sector empresarial e entidades governamentais; incentivar a cultura de inovação, investigação aplicada e criação de soluções para desafios nacionais; e fomentar o diálogo de alto nível sobre políticas públicas e desenvolvimento juvenil.

O discurso da cerimónia de abertura da Feira de Oportunidades Empreendedoras e Desenvolvimento de Competências dos Jovens em Ciência, Tecnologia e Inovação foi proferido pela Secretária de Estado para a Juventude, Danila Bragança. Na sua intervenção, afirmou que “esta feira realiza-se no âmbito da Jornada Abril Jovem, que este ano decorre sob o lema ‘Juventude Angolana: Inovar, Transformar e Devolver ao Novo’”. Segundo a Secretária de Estado, este lema constitui uma directriz clara para a acção, convocando a juventude a assumir um papel activo na construção de soluções para os desafios do presente e do futuro.

Para a Secretária de Estado, o Fórum de Oportunidades afirma-se como uma plataforma estruturante, capaz de promover o encontro entre políticas públicas, sistema de ensino, sector produtivo e inovação tecnológica. Sublinhou ainda que os desafios da juventude não podem ser enfrentados de forma isolada, exigindo convergência institucional, diálogo intersectorial e coordenação estratégica, aspectos que, segundo referiu, estão patentes neste evento.

Dirigiu igualmente uma saudação especial e um agradecimento aos membros do Executivo presentes, que integram o painel de alto nível do programa, designadamente o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva, e o Secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social. Destacou que a presença destes responsáveis representa a convergência de sectores determinantes para o desenvolvimento da juventude: a ciência, enquanto base de qualificação; o trabalho, como via de inserção produtiva; e as tecnologias, enquanto motor de inovação e transformação económica.

Segundo a Secretária de Estado, a aposta nos sectores tecnológicos e nos serviços digitais não constitui uma opção, mas sim uma necessidade estratégica, por se tratarem de áreas com elevado potencial de crescimento, capazes de gerar emprego qualificado, fomentar o empreendedorismo e posicionar Angola numa trajectória de desenvolvimento mais competitivo e sustentável.

Ao longo dos dois dias, os jovens terão contacto com diferentes dimensões deste ecossistema, desde o conhecimento e a formação até às oportunidades concretas de inserção profissional e criação de negócios. Terão ainda a oportunidade de interagir com instituições, empresas e especialistas, de modo a compreender melhor as exigências do mercado e identificar caminhos para a sua afirmação pessoal e profissional.

Dirigindo-se aos jovens, a Secretária de Estado para a Juventude, Danila Bragança, sublinhou que o futuro de Angola depende, em grande medida, da sua capacidade de inovar, da criatividade e da aptidão para transformar conhecimento em soluções concretas. Neste sentido, a Jornada Abril Jovem convida-os a inovar, explorando novas ideias e tecnologias; a transformar, convertendo essas ideias em acções e resultados; e a desenvolver o seu talento ao serviço do país. Reforçou ainda a importância de aproveitarem as oportunidades disponíveis, destacando esta feira como uma delas.

O evento inclui a exposição de projectos, produtos e serviços por jovens empreendedores e parceiros institucionais, bem como três painéis temáticos subordinados aos temas “Emprego jovem e trabalho do futuro: parcerias entre universidades e indústria”, “Transformação digital e ecossistema de start-ups” e “Oportunidades para a juventude”. Inclui igualmente sessões de networking e formação nas áreas de competências digitais, empreendedorismo, inovação e inteligência artificial.

A feira e os painéis temáticos constituem oportunidades para a identificação de talentos, o acesso a estágios e a inserção no mercado de trabalho.

Estiveram presentes na cerimónia de abertura o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva; a Secretária de Estado para a Juventude, Danila Bragança; o Secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro José Felipe; o Director do CCL, Diogo Morais; o Presidente da AIESPA, Nilton Daniel Tima; a Administradora do Conselho de Administração do INE, Anália Prata; o Chefe do Departamento de Recursos Humanos do INE, Vihilo Salomão; bem como estudantes e convidados.

Fonte: MESCTI

mescti.gov.ao Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Albano Vicente Lopes Ferreira



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