A Universidade Agostinho Neto (UAN) realizou, no dia 28 de Janeiro, no Auditório Doutora Suzanete Costa, no Campus Universitário da UAN, uma conferência subordinada ao tema “O Papel da Universidade Agostinho Neto na Formação de Quadros nos 50 Anos da Independência”, marcada igualmente pelo lançamento das Actas da Conferência Internacional Agostinho Neto e a Formação de Quadros.
A iniciativa teve como objectivo estimular um diálogo aberto e intergeracional em torno dos desafios actuais e futuros da universidade angolana, reafirmando a Universidade Agostinho Neto como pilar estratégico do desenvolvimento científico, económico e social de Angola, cinco décadas após a conquista da Independência Nacional.
O discurso de abertura foi proferido pela Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Alice de Ceita e Almeida, em representação do Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.
Na sua intervenção, a Secretária de Estado afirmou que “a Universidade Agostinho Neto tem sido, desde a sua criação, um pilar na construção de Angola, formando quadros que impulsionam o desenvolvimento do País”.
Relativamente ao lançamento do livro de Actas da Conferência Internacional Agostinho Neto e a Formação de Quadros Angolanos, recentemente editado, a Secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação referiu que a obra resulta da compilação de textos de docentes, investigadores, historiadores, estudiosos e outros especialistas que participaram na conferência internacional realizada no âmbito das celebrações do centenário de Agostinho Neto.
Segundo Alice de Ceita e Almeida, a edição da obra constituiu um compromisso do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), enquanto membro da Comissão Interministerial criada por ocasião das celebrações do centenário do primeiro Presidente de Angola. Sobre o conteúdo do livro, destacou que o mesmo “reflecte a visão de Agostinho Neto sobre a educação e a formação, consolidando contributos valiosos dos participantes”, sublinhando tratar-se de “um marco que evidencia o compromisso com o conhecimento académico e científico”.
A Secretária de Estado considerou ainda que a realização do evento e a edição das actas demonstram o esforço conjunto da Academia e do Governo na promoção da investigação e da inovação, consideradas essenciais para enfrentar os desafios do século XXI.
Para Alice de Ceita e Almeida, “é nosso dever assegurar que o legado de Agostinho Neto continue a inspirar as futuras gerações a investir em ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo o capital humano e o desenvolvimento de Angola”.
No final da sua intervenção, manifestou o desejo de que a conferência constitua um espaço de partilha de ideias, debates e projectos que reforcem o papel da Universidade Agostinho Neto no progresso da Nação, honrando a memória de Agostinho Neto.
Durante a conferência, subordinada ao tema “Universidade Agostinho Neto na Formação de Quadros Após a Independência e Projecções para o Futuro”, foram abordados quatro grandes eixos temáticos: a evolução académica e científica das Ciências de Engenharia e as projecções para os próximos 50 anos; a evolução académica e científica das Ciências Naturais e as projecções para os próximos 50 anos; a evolução académica e científica das Ciências Sociais e Humanas e as projecções para os próximos 50 anos; e a evolução académica e científica das Ciências Médicas e da Saúde, com projecções para o futuro.
O evento contou com a participação do Vice-Presidente da Assembleia Nacional, Américo Cuononoca, em representação do Presidente da Assembleia Nacional; de António Pinto, Assessor Económico da Vice-Presidente da República, em representação dos Órgãos de Apoio à Vice-Presidente; de António Direito, em representação do Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República; dos Directores Nacionais e Equiparados do MESCTI, do Magnífico Reitor da UAN, Pedro Magalhães; bem como de representantes de diversos Departamentos Ministeriais, do Corpo Diplomático acreditado na República de Angola, representantes da Fundação António Agostinho Neto e de alguns dos autores dos textos da obra, empresários nacionais e estrangeiros, organizações da sociedade civil, jovens investigadores, representantes da UNESCO e do Banco Mundial, além de docentes, investigadores e estudantes.